A Paraíba registrou a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica, atingindo 11,6% em 2025, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua divulgados nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do recuo gradativo desde 2016 (quando o índice era de 15,3%), o estado ainda contabiliza cerca de 375 mil pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever.
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Apesar dessa trajetória de queda, o resultado paraibano em 2025 permaneceu como o 3º maior do país, ficando acima das médias do Brasil (4,9%) e do Nordeste (10,6%), sendo menor apenas que os observados no Piauí e em Alagoas, ambos com 13,1%. Além disso, o indicador segue bem superior à meta 9 do Plano Nacional de Educação (PNE), que determinou a redução da taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais para 6,5% até 2015 e sua erradicação ao final da vigência do Plano, em 2024.
Analfabetismo é mais intenso entre idosos, homens e pretos ou pardos
A pesquisa constatou que na Paraíba, tal qual se verifica no Brasil como um todo, o analfabetismo segue fortemente associado à idade. Em 2025, estimava-se haver 192 mil analfabetos na faixa etária de 60 anos ou mais, correspondendo a uma taxa de 31,5%, mais do que o dobro da média estadual. Apesar disso, o indicador para esse grupo de idade foi, em 2025, o menor da série histórica, representando uma redução de 10,6 pontos percentuais (p.p.) frente ao verificado em 2016 (42,1%), início da série.
A taxa de analfabetismo entre os homens com 15 anos ou mais de idade na Paraíba foi de 13,9%, ante 9,5% entre as mulheres, diferença de 4,4 pontos percentuais (p.p.), em 2025. Esse padrão se manteve ao longo de toda a série histórica, tendo sido ainda mais acentuado em 2016 (17,4% para homens e 13,5% para mulheres).
O levantamento mostrou que a taxa de analfabetismo paraibana entre pessoas pretas ou pardas na Paraíba (12,6%), superou a das brancas (9,2%) em 3,4 pontos percentuais (p.p.). Embora ambos os grupos tenham registrado quedas ao longo da série histórica, as pretas ou pardas saíram de 17,2%, em 2016, para 12,6%, em 2025, e as brancas de 11,8% para 9,2%, o diferencial entre eles, que era de 5,4 p.p. em 2016, permanece expressivo.
PB tem a menor proporção do país de pessoas com pelo menos o ensino básico obrigatório completo
Em 2025, entre todas as unidades da federação, a Paraíba apresentou a menor proporção de pessoas de 25 anos ou mais que tinham pelo menos o Ensino Básico Obrigatório, ou seja, que concluíram no mínimo o ensino médio. A Paraíba retomou a última posição no ranking nacional, situação que ocorria também em 2022 e 2023, uma vez que em 2024 havia superado o Piauí. Em 2025, o Piauí (44,6%) e Alagoas (45,1%) figuraram como os estados com segunda e terceira menores proporções, respectivamente.
A taxa, de 43,9%, ficou bem abaixo da média brasileira (57,4%), sendo também inferior à média do Nordeste (47,7%).
Entretanto, conforme a PNAD Contínua, a proporção paraibana tem crescido paulatinamente desde o. O início da série histórica, avançando 8,6 p.p. entre 2016 (35,3%) e 2025 (43,9%). Esse crescimento, porém, permaneceu menor do que o verificado na média nacional, de 11,4 p.p. no mesmo período (passou de 46% para 57,4%, respectivamente). Frente ao resultado de 2024 (43,6%), o avanço no estado foi de 0,3 p.p.
Ainda segundo a pesquisa, na Paraíba, o número médio de anos de estudo das pessoas de 15 anos ou mais tem aumentado continuamente desde o início da série histórica, passando de 8,1 anos, em 2016, para 9 anos, em 2025, ganho de 0,9 ano no período. Ainda assim, o indicador paraibano permaneceu abaixo tanto da média brasileira (10,4 anos), quanto da regional (9,3 anos).

