A startup baiana i4sea iniciou a expansão de sua tecnologia de monitoramento climático para o setor agropecuário. A empresa, fundada em 2015 em Salvador, desenvolveu um sistema de inteligência artificial que utiliza dados de estações meteorológicas, radares e sensores para gerar previsões climáticas hiperlocais.
Segundo a empresa, a tecnologia consegue produzir previsões em áreas com raio de até um quilômetro, com análises que variam de algumas horas até 15 dias. O sistema já é utilizado em operações portuárias, mineradoras e empreendimentos de energia eólica offshore.
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Entre os usuários da plataforma estão o Porto de Santos, o Porto do Açu e o Porto de Roterdã. A mineradora Vale também utiliza a tecnologia em operações expostas às condições meteorológicas.
De acordo com o CEO e cofundador da i4sea, Mateus Lima, o sistema é utilizado para auxiliar operadores na tomada de decisões relacionadas às condições climáticas, como suspensão ou retomada de atividades.
A empresa agora direciona a tecnologia para o agronegócio, setor considerado um dos mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Dados da Embrapa apontam que apenas 5% das áreas agrícolas brasileiras possuem sistemas de irrigação, enquanto os outros 95% dependem diretamente do regime de chuvas.
Em nota, a Embrapa afirma que eventos extremos, como secas, alagamentos e geadas, têm alterado o ciclo de produção agrícola e impactado o surgimento de pragas e doenças nas lavouras.
Segundo a startup, além das previsões de curto prazo, o setor agrícola demanda análises climáticas de médio e longo prazo para decisões relacionadas ao plantio e manejo das culturas.
A expansão da empresa ocorre em meio ao crescimento do setor de inovação no Nordeste. Dados do Sebrae Startups Report indicam que cerca de 25% das startups brasileiras estão localizadas na região.
A i4sea recebeu investimentos da Lighthouse Investimentos, empresa de venture capital com atuação voltada para negócios desenvolvidos no Nordeste brasileiro.
