Qual é a chance de você perder seu emprego hoje? Essa foi a pergunta central da 10ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, realizada pelo FGV IBRE. O estudo avalia a percepção de insegurança dos profissionais em relação à sua principal fonte de renda, revelando como a instabilidade econômica afeta o planejamento e o bem-estar de quem está atualmente inserido no mercado.
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O resultado, com dados do trimestre findo em março de 2026, mostra que a maioria dos respondentes (56,5%) afirma ser muito improvável ou improvável perder seu principal emprego e/ou fonte de renda nos próximos 6 meses, enquanto 17,2% afirmavam ser provável ou muito provável que isso ocorre. Os demais 26,3% indicam que não saberiam avaliar esse tema.
Ao longo dos últimos meses, é possível observar um ligeiro aumento na soma das parcelas “muito provável” e “provável”, registrando o maior valor desde o início dessa série, em junho de 2025. Por outro lado, a parcela de trabalhadores falando que é “improvável” ou “muito improvável” chegou a 56,5%, sendo a parcela mais citada e se mantendo ligeiramente estável nos últimos meses. Como as séries ainda são curtas e não possuem ajuste por sazonalidade, essas comparações necessitam cautela.
“A evolução favorável do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses é retratada no quesito que mede a chance de perder sua ocupação ou fonte de renda. Mais da metade dos trabalhadores mostram segurança em relação aos próximos meses e não enxergam grandes probabilidades de um revés. Por outro lado, mesmo que ainda em menor magnitude, cresce o percentual de pessoas com medo de perder sua ocupação em um futuro próximo. Esse resultado reflete os dados de mercado de trabalho, que continuam indicando aquecimento, mas também passaram a sinalizar redução no ritmo da evolução. O aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem contribuir para o aumento dessa probabilidade nos próximos meses”, afirma Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.