Cabo Gilberto crítica PEC do Fim da Escala 6×1 sem compensação a empresários: “Vai ser um caos”

Cabo Gilberto
Foto: Victor Emannuel/ Sistema Arapuan de Comunicação
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) afirmou ter sido vítima de notícias falsas após ter subscrito uma emenda de autoria do deputado Sérgio Turra à PEC do Fim da Escala 6×1 que permitiria que, com o adicional das horas extras, o trabalhador possa trabalhar até 52 horas por semana, dentre outros itens que geraram polêmica.Em entrevista concedida à Rádio Correio FM na tarde desta segunda-feira (1º), o parlamentar garantiu que tem abertura para votar de forma favorável ao trabalhador e à garantia de mais direitos aos empregados, mas que compreende que a classe política precisa garantir também mais direitos aos empregadores de forma a equilibrar a relação no mercado.

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Cabo Gilberto critica mudanças sem compensações para empregadores

“Você não pode colocar de canetada, isso não vai dar certo, nunca deu certo. Como também a questão da Reforma Tributária que eu disse que ia prejudicar a população e está aí, vai entrar em vigor ano que vem e vai ser um caos, foi criado o maior imposto do mundo”, afirmou o parlamentar sobre as posições assumidas na Câmara dos Deputados.

Afirmando não temer o debate no Legislativo, o parlamentar garantiu que apenas se posiciona contra por compreender que a nova legislação, caso passe a vigorar, deverá criar um cenário de instabilidade econômica.

Deputado defende incentivos fiscais como contrapartida

Cabo Gilberto garantiu que defende a criação de incentivos fiscais como uma contrapartida à oneração da classe patronal para impedir que empregos sejam perdidos diante do novo cenário trabalhista que passará a existir a partir da aprovação e implantação da PEC.

Parlamentar rebate interpretação sobre jornada de 52 horas

O líder da oposição também garantiu que foi mal compreendido o texto da emenda assinada por ele que visa uma carga horária máxima de 52 horas para os trabalhadores a partir da garantia de uma carga horária de 40 horas semanais, que deverá ser estabelecida pela PEC, e mais um máximo de 12 horas extras por semana, o que seria inferior às 54 horas totais permitidas atualmente por lei.

“Pegaram uma fake news, uma meia verdade para dizer que eu estava defendendo 52 horas. Eu sou algum maluco?”, afirmou o parlamentar.

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