Mesmo com o anúncio do desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços do óleo diesel A, a medida da Petrobras não irá impactar o bolso do consumidor final, de acordo com o presidente do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Haddad.
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A declaração foi feita em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta segunda-feira (1º). De acordo com o presidente, a possibilidade de redução no preço final está sendo descartada devido à falta de renovação da medida provisória feita a meses atrás.
Omar ainda destacou que se não houvesse a subvenção aplicada pelo governo federal para fixar o valor do combustível, o preço teria subido.
Para conter o impacto da volta do PIS e Cofins neste início de junho, a Petrobras cortou o preço médio do diesel para as distribuidoras, que recua de R$ 3,65 para R$ 3,30. A redução equivale ao suporte financeiro da MP 1.363/2026, publicada no sábado (30), que injeta um subsídio de R$ 1,12 por litro no setor de refino e importação
Contexto nacional
Nos últimos 12 meses, o mercado de diesel no Brasil foi marcado por uma combinação de oscilações internacionais do petróleo, mudanças tributárias e intervenções da Petrobras para tentar equilibrar preços internos e externos.
Em 2025, a estatal promoveu sucessivas reduções no valor do combustível nas refinarias, acompanhando a queda das cotações internacionais do petróleo. Entre abril e maio daquele ano, houve cortes consecutivos no preço do diesel vendido às distribuidoras, reforçando a estratégia de amortecer os impactos da volatilidade global sobre o consumidor brasileiro.
Já em 2026, o cenário mudou com a alta do petróleo provocada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelo aumento dos custos de importação. Em março, a Petrobras reajustou o diesel em R$ 0,38 por litro para as distribuidoras, enquanto o governo federal adotou medidas como desoneração tributária e subsídios para evitar um repasse integral ao consumidor final.
O período também foi marcado por debates sobre a defasagem entre os preços domésticos e o mercado internacional, além de preocupações com o abastecimento durante a safra agrícola. Mais recentemente, a Petrobras voltou a anunciar redução nos preços, em meio a políticas governamentais voltadas para conter a inflação dos combustíveis e reduzir os impactos econômicos sobre transporte, logística e produção agrícola.

