Jocelino Tomaz, que se popularizou por encontrar raridades discográficas da música paraibana, nos apresenta agora um objeto muito interessante e raro da Copa do Mundo de 1958, a primeira que o Brasil foi campeão. Trata-se de um porta-cigarros comemorativo dessa conquista.
O objeto, preservado por 68 anos, é de alumínio, fabricado pela empresa Imel, tem detalhes em dourado, apresenta na frente um desenho da taça Jules Rimet e os nomes de todos os jogadores da seleção campeã. Dos lados, traz os placares de todos os jogos e, no verso, os nomes dos membros da delegação.
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Relíquia da conquista brasileira na Copa do Mundo de 1958
A peça é considerada uma raridade por reunir informações e homenagens relacionadas ao primeiro título mundial conquistado pela seleção brasileira. Além dos nomes dos atletas campeões, o porta-cigarros também registra os resultados das partidas disputadas durante a campanha vitoriosa.
O hábito de fumar e os costumes da época
Nessa época o hábito de fumar era tido como “chique”, galãs da TV participavam de propaganda de cigarros, como também era comum aparecerem fumando prazerosamente em novelas, filmes, etc. Além disso, as propagandas mostravam o cigarro como alívio do estresse e bem-estar, até médicos e dentistas chegaram a participar de propagandas para garantir que o cigarro não fazia mal e não irritava a garganta.
Era permitido fumar em todos os lugares. Assim, o número de fumantes era altíssimo e o porta cigarros foi um sucesso, assim como uma coleção de caixas de fósforos com imagens dos astros da seleção. A relíquia foi doada a Jocelino pelo guarabirense Milton de Moura Resende Júnior, mais conhecido como o ex-jogador de futebol e professor “Miltinho”.
