Câmara deve acelerar votação sobre fim da escala 6×1 ainda em maio, diz Hugo Motta em João Pessoa

Presidente da Câmara afirma que proposta pode ser analisada antes do recesso e defende impacto positivo na qualidade de vida dos trabalhadores

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou nesta quinta-feira (7) que a proposta que altera a escala de trabalho 6×1 deve ganhar avanço no Congresso Nacional ainda durante o mês de maio. A fala ocorreu em sessão realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, que recebeu representantes da Câmara Federal.

De acordo com o parlamentar, a tramitação da matéria segue o calendário previsto pela Câmara e há expectativa de que a votação aconteça antes do início do recesso parlamentar. Hugo Motta ressaltou que o tema vem sendo debatido há anos e rebateu a ideia de que a discussão esteja ligada ao período eleitoral.

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“Não é uma pauta criada por causa das eleições. Esse debate já acontece há muito tempo”, afirmou.

Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara avaliou que a discussão sobre o fim da escala 6×1 se tornou um dos principais temas políticos do país, ficando atrás apenas do debate sobre a redução do Imposto de Renda.

Segundo ele, a mudança poderá trazer efeitos diretos para o bem-estar dos trabalhadores brasileiros. Hugo Motta afirmou ainda que a proposta representa uma transformação importante na rotina da população.

“O fim da escala 6×1 será uma mudança significativa na vida das pessoas, principalmente na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores”, declarou.

O deputado também demonstrou confiança na construção de um acordo entre os parlamentares para aprovação da proposta no Congresso Nacional.

“A tendência é de convergência em torno do tema, porque o maior beneficiado será o trabalhador brasileiro”, disse.

Ainda segundo Hugo Motta, a intenção da Câmara é concluir a análise da proposta ainda neste “mês do trabalhador”, permitindo que o Senado Federal avance na discussão antes do início do calendário eleitoral.

Atualmente, uma das propostas em debate prevê a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas, com implementação gradual ao longo de dez anos. Já a PEC 8/2025, que tramita junto à PEC 221/2019, propõe uma jornada de quatro dias de trabalho por semana, limitada também a 36 horas semanais.

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