Advogado de paciente diz que Justiça desmente versão da Unimed e garante bloqueio de valores para transplante

Ricardo Bezerra afirmou que nem ele nem a paciente Adriana Porpino foram notificados para consulta no Hospital Português, em Recife.

advogado Ricardo Bezerra
Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado da paciente Adriana Porpino, Ricardo Bezerra, subiu o tom nesta sexta-feira (17) no caso envolvendo a Unimed João Pessoa e o tratamento contra leucemia mieloide aguda. Ricardo acusou a operadora de saúde de faltar com a verdade no processo e de apresentar documentos sem veracidade para sustentar que a paciente teria sido chamada para uma consulta pré-transplante.

“A verdade precaleceu. No caso de Adriana Porpino, saiu decisão onde a Justiça reconhece que, em nenhum momento, tanto eu quanto Adriana fomos, de qualquer forma, intimados ou notificados para qualquer consulta junto ao Hospital Português”, disse o advogado.

Na mesma manifestação, Ricardo Bezerra afirmou que a Justiça acolheu a versão apresentada pela defesa da paciente e avançou para garantir o custeio do procedimento.

“A Unimed, mais uma vez, utilizou de artifícios falsos para iludir a Justiça, mas restou provado na decisão judicial de que nós falamos a verdade. Tanto é que a Justiça determinou o bloqueio dos valores correspondentes para a efetiva realização do transplante de medula óssea”, completou.

Relembre o caso

Adriana tornou o caso público ao afirmar, em vídeo nas redes sociais, que corria risco real de morte por causa da demora para iniciar o transplante. Na gravação, ela disse ter sido diagnosticada com leucemia mieloide aguda em setembro de 2025, relatou que já possui doador compatível e sustentou que a demora no tratamento vinha reduzindo suas chances de sobrevivência.

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Na primeira resposta, a Unimed João Pessoa negou ter recusado a cobertura. A operadora informou que o transplante havia sido autorizado com encaminhamento para o Hospital Português do Recife e afirmou que uma consulta pré-transplante foi marcada para 8 de abril, mas, segundo seus registros, não houve comparecimento da paciente.

Adriana voltou a se pronunciar depois disso e contestou a versão da operadora. Em novo vídeo, afirmou que não teve acesso aos documentos mencionados pela Unimed e declarou que não recebeu o contato que teria levado à consulta. Na mesma manifestação, disse que o único documento que tinha em mãos era o indeferimento do pedido e reforçou que precisava do transplante, não de uma nova etapa burocrática.

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