Mercado imobiliário se consolida como motor do desenvolvimento no interior da Paraíba e corretores de imóveis atuam como elo entre oferta e demanda

Mercado imobiliário se consolida como motor do desenvolvimento no interior da Paraíba e corretores de imóveis atuam como elo entre oferta e demanda
(Foto: Secom / Campina Grande)

O mercado imobiliário no interior paraibano está se consolidando como um dos principais motores do desenvolvimento regional. Cidades como Campina Grande, Patos e Sousa vivenciam dinâmicas distintas de expansão urbano-econômica, conectando o crescimento da construção civil ao aumento da renda, do consumo e de serviços.

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Para conectar a demanda com a oferta, o corretor de imóveis aparece como um responsável por intermediar o capital dos investidores e mapear as demandas locais.

Em entrevista exclusiva ao Portal WSCOM, o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba (Sinduscon-PB), Lamartine Alves Pereira, afirmou que o corretor atua como elo decisivo entre o setor produtivo e o cliente final.

“Ele, mais do que ninguém, conhece o mercado local, entende as necessidades do comprador e contribui para que os novos empreendimentos tenham maior velocidade de comercialização”, destacou o dirigente.

Estudo recente da consultoria Urban Systems confirma a força do interior. No ranking nacional das cidades promissoras, Campina Grande superou a capital João Pessoa no eixo Mercado Imobiliário, ocupando a 51ª posição nacional (nota 2.295), contra a 95ª colocação da capital (nota 2.180).

A Rainha da Borborema também superou a Capital no ranking geral de desenvolvimento (47º lugar) e no setor de Serviços (64º lugar), impulsionada por sua vocação universitária e de polo comercial.

Mapeamento do interior da Paraíba

(Foto: Secom / Sousa)

De acordo com mapeamento de dados através da plataforma Guru Imóveis, Campina Grande apresenta uma maturidade de mercado à frente de outras cidades do interior. A cidade apresenta um valor médio do metro quadrado fixado em R$ 4.475, mantendo estabilidade nas últimas semanas.

A preferência por apartamentos lidera o ticket médio, alcançando R$ 4.697 por metro quadrado, enquanto as casas registram R$ 4.016 e os terrenos R$ 965. A dinâmica da Rainha da Borborema também é marcada pela verticalização e pela constante demanda por locação estudantil.

Já a cidade de Patos aparece amparada por uma população jovem com idade mediana de 34 anos e pelo salto expressivo no número de pequenas empresas exportadoras, que quase dobrou nos últimos anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O mercado local opera com metro quadrado médio de R$ 3.200 para venda e R$ 15,00 para locação. Bairros tradicionais como o Centro (R$ 3.800/m²) e Jardim Guanabara (R$ 3.500/m²) concentram os valores mais valorizados, enquanto regiões em expansão como o Jatobá (R$ 2.600/m²) abrem espaço para novos investimentos de uso misto.

Dados do site Rentola apontam que no município de Sousa, o perfil socioeconômico impõe uma lógica voltada ao mercado de loteamentos e residências horizontais. Com 70,1% da massa salarial concentrada nas faixas E e D e renda média formal de R$ 2,3 mil, o potencial de consumo local demanda produtos acessíveis.

A precificação também reflete essa realidade com casas simples e terrenos sendo negociados em faixas iniciais de R$ 30 mil a R$ 150 mil, enquanto o aluguel residencial oscila entre R$ 500 e R$ 1.500 mensais.

Vocação universitária e expansão de bairros

Atuando há 11 anos no mercado imobiliário de Campina Grande, o corretor Pablo Franco pontua que o fluxo contínuo de estudantes em busca de formação superior transformou bairros inteiros em modelos de rentabilidade para investidores.

“Muitas famílias do Sertão Paraibano e de outros estados estão enviando os filhos para estudarem nas faculdades de Campina Grande devido a excelência no ensino. Com isso, só cresce a procura por moradia próximo as faculdades públicas e particulares, bairros como Bodocongó e Itararé são os que mais tem ganhado novos empreendimentos imobiliários, um verdadeiro case de sucesso para quem quer investir em imóveis para locação.”, analisou Franco.

“O atual cenário de Campina Grande é de crescimento imobiliário, seja horizontal ou vertical, de norte a sul e leste a oeste a cidade está crescendo, novos condomínios horizontais e bairros estão sendo criados, como é o exemplo do bairro Portal Sudoeste, maior que muitas cidades do interior”, continuou.

O presidente do Sinduscon-PB também pontuou que a chave para manter o ecossistema saudável é o respeito às particularidades de cada região. Enquanto Campina Grande apresenta forte tendência à verticalização, cidades como Sousa e Patos respondem melhor ao mercado de loteamentos, casas térreas e à habitação de apelo popular.

“À medida que surgem novos bairros residenciais, cresce a necessidade de lojas, escritórios e clínicas. Isso gera um ciclo positivo de investimento, emprego e renda no interior”, concluiu Lamartine.

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