Brasil cria 72 mil vagas em maio e estoque de carteiras assinadas bate 47,8 milhões, revela Caged

O balanço mensal do Caged trouxe uma radiografia detalhada do perfil das vagas, da divisão por gêneros e do comportamento dos salários de admissão.
Foto: Reprodução

O mercado de trabalho brasileiro abriu 72.960 novas vagas com carteira assinada em maio, impulsionado por mais de 2,2 milhões de admissões frente a 2,1 milhões de desligamentos. Segundo os dados do Novo Caged divulgados nesta terça-feira (30), a economia nacional acumula a criação de 767.326 empregos formais nos primeiros cinco meses de 2026, uma alta de 1,6% que eleva o estoque total de trabalhadores formais para a marca histórica de 47,8 milhões de vínculos ativos.

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Dos postos de trabalho gerados, 54,1% podem ser considerados típicos e 45,9% não típicos, um total de 33.478 vínculos, sendo majoritários os vínculos de 30 horas ou menos (+13.046).

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (30) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Segundo o ministro, a política monetária pode estar afetando o mercado de trabalho negativamente e influenciando a queda de vagas. “As altas taxas de juros afetam o emprego. Fora isso, temos as tarifas dos Estados Unidos e, ainda, as guerras, mas, mesmo assim, estamos mantendo os números do emprego positivo. O Brasil tem sido proativo e continua gerando empregos. Chegamos ao menor índice de desemprego da história”, ressaltou.

O saldo positivo foi registrado em 22 das 27 Unidades Federativas, sendo o estado de São Paulo, com 18.224) novos postos, o maior gerador de empregos. Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195) também apresentaram bons resultados. O resultado negativo ficou por conta da redução nos estados do Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742) e Tocantins (-743).

Dados setoriais

Todos os 5 grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos em maio, sendo o maior crescimento do emprego formal registrados no setor de Serviços, que gerou 45.655 postos de trabalho (+0,2%), principalmente o setor de Saúde Humana e Serviços Sociais (14.478); Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+11.413) e do Transporte, Armazenagem e Correio (+6.227).

A Construção registrou saldo positivo de 12.096 postos formais de trabalho (+0,4%), com crescimento em todos os seus subsetores, principalmente em Obras de Infraestrutura (8.916). Na Indústria, o saldo chegou a 4.974 postos com destaques para a Fabricação de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias, que gerou 3.232 empregos no mês. A Agropecuária, com geração de 10.205 postos, crescimento de 0,6%, também apresentou saldo positivo, assim como o Comércio que registrou estabilidade, registrando saldo positivo de 40 postos no mês, resultado sustentado pelo crescimento no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (1.848) que compensou o saldo negativo no Comércio Varejista (-1.286).

Considerando o resultado relativo, Espírito Santo (+1,02%), Acre (+0,77%) e Piauí (+0,53%) apresentaram melhores percentuais de crescimento. Os saldos negativos foram registrados em Tocantins (-0,32%), Rio Grande do Sul (-0,2%) e Goiás (-0,17%).

O saldo no mês foi positivo para mulheres (+51.848) e para homens (+21.112). Foi também positivo para a população até 24 anos (90.503) e para pessoas com nível médio completo (+60.509) e para nível médio incompleto (+7.058). Nos demais níveis de instrução foi registrado um crescimento de 5.393 novos postos de trabalho.

Acumulado do ano

No ano, 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, saldo de 493.917 novos empregos no ano, um crescimento de 2,2%), com destaque para a Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que gerou no ano 194.146 postos e as atividades de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas que gerou 169.019 novos empregos.

A Construção gerou +154.448 (5,23%) postos no ano. A Indústria obteve saldo positivo de 128.353 postos no ano, crescimento de 1,43%, enquanto a Agropecuária teve saldo de 16.904 postos gerados.

No Comércio, o saldo foi negativo, com -60.503 postos perdidos, principalmente no Comércio Varejista, registrando-se crescimento no Comércio por Atacado, exceto veículos automotores e motocicletas (+19.078) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (+15.151).

Nas Unidades da Federação. o maior saldo no ano ocorreu em São Paulo (+215.924), Minas Gerais (+87.375) e Santa Catarina (+61.658). Roraima (+1.667), Rio Grande do Norte (+215), e Alagoas (-11.240) apresentaram os menores saldos no ano. Em valores relativos, o crescimento foi maior no Amapá (+3,15%), Espírito Santo (+2,84%), e Goiás (+2,62%).

Salários

O salário médio real de admissão no mês de maio chegou a R$ 2.384,10, uma redução em relação a Abril (R$ 2.402,07), variação negativa de R$ 17,97 (-0,75%). Se comparado com o mesmo mês de 2025, o aumento foi de R$ 35,98 (+1,5%).

Para os trabalhadores considerados típicos o salário real de admissão foi de R$ 2.428,13, crescimento de 1,85%, mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos o valor foi de R$ 2.055,88, percentual 13,77% menor que o valor médio.

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