Impulsionada pela busca de estabilidade financeira de longo prazo, a previdência privada atingiu R$ 1,8 trilhão em ativos no Brasil. O montante representa um salto de 13,2% em relação ao ano anterior, conforme o balanço mais recente da Federação Nacional de Previdência Privada (Fenaprevi).
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O movimento de crescimento é ainda mais intenso no Nordeste. Na Paraíba, os planos do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) acumularam R$ 829,7 milhões em saldo até julho de 2025, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). O resultado representa um avanço de 17,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2023.
No mercado, dois produtos concentram a maior parte das contratações: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Apesar de compartilharem o objetivo de estimular o investimento de longo prazo, os planos têm perfis distintos e atendem a públicos diferentes — o que torna a escolha entre eles um passo importante no planejamento financeiro.
De acordo com Sérgio Guedes, CEO da SIR Investimentos, escolher o plano mais adequado exige uma análise criteriosa do perfil do investidor e da forma como ele declara o Imposto de Renda.
“A escolha ideal depende da forma de declaração do Imposto de Renda, da renda anual, do patrimônio já acumulado e dos objetivos financeiros”, explica. “Um planejamento adequado pode gerar ganhos relevantes ao longo dos anos, tanto pelo efeito dos juros compostos quanto pela eficiência tributária”, complementa.
PGBL e VGBL
O PGBL costuma ser mais indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda e contribui para a Previdência Social ou para um regime próprio de previdência. Nessa modalidade, é possível deduzir da base de cálculo do IR as contribuições anuais de até 12% da renda bruta tributável, adiando o pagamento do imposto para o momento do resgate ou do recebimento da renda.
Já o VGBL tende a ser mais vantajoso para quem utiliza a declaração simplificada ou é isento do Imposto de Renda. Nesse caso, não há benefício fiscal na contribuição, mas a tributação incide apenas sobre os rendimentos obtidos, e não sobre o valor total investido.
Além da escolha entre PGBL e VGBL, o investidor também deve avaliar aspectos como taxa de administração, política de investimentos, histórico de desempenho dos fundos, perfil de risco e o regime de tributação, que pode ser progressivo ou regressivo.
“Muitas pessoas ainda enxergam a previdência privada apenas como uma aposentadoria complementar, mas ela também pode ser uma ferramenta eficiente para planejamento sucessório, organização patrimonial e construção de riqueza no longo prazo”, diz Sérgio. Quanto mais cedo o investidor começa, maior tende a ser o impacto positivo da capitalização dos recursos ao longo do tempo”, finaliza.

