No ano em que o marco regulatório do Setor Funerário (Lei nº 13.261/2016) completa 10 anos, a expansão do ramo reflete a importância da modernização e regulação. De acordo com o Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), o setor movimenta R$ 13 bilhões por ano no Brasil e assim como diversos segmentos da economia, a indústria funerária brasileira precisa dar um novo passo histórico e se adaptar às exigências ambientais.
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No Nordeste, essa transição tem se tornado cada vez mais urgente, devido ao rápido crescimento populacional e do esgotamento do solo urbano nas capitais. Tecnologias pioneiras como cemitérios verticais e gestão inteligente de resíduos são alternativas para um setor mais sustentável.
Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025 o crescimento da população paraibana (0,47%) foi maior do que o do Brasil (0,39%) e do Nordeste (0,23%). Esse crescimento impacta diretamente o setor funerário estadual, visto que a demanda por vagas em cemitérios aumenta cada vez mais.
Em cemitérios tradicionais, existem desafios ecológicos relacionados à exploração do solo nesses espaços. Além de que o crescimento urbano, também dificulta a construção de novos cemitérios pela escassez de grandes áreas no perímetro urbano. Nesse cenário, a verticalização é uma alternativa para atender a essas demandas, pois os cemitérios verticais precisam de menos espaço e não têm o mesmo problema de contaminação do solo. Estima-se que a alternativa utiliza até 90% menos área de solo do que o modelo tradicional de cemitérios.
Na Paraíba, o Cemitério Morada da Paz Essencial, localizado na cidade de Guarabira, foi um dos primeiros a adotarem os jazigos verticais. Esse modelo substitui o contato direto com a terra, pois as gavetas sobrepostas são instaladas acima do nível do solo, operando com sistemas de tratamento gasoso que eliminam o risco de vazamento de necrochorume.
Além disso, o Grupo Morada também implementou políticas rígidas de gerenciamento de resíduos, reciclagem de coroas de flores e descarte controlado de materiais biológicos, mudando a cultura do setor.
“A migração para o modelo verticalizado e a gestão rigorosa de resíduos não são apenas tendências, são necessidades sanitárias urgentes. A partir delas nós conseguimos zerar o risco de contaminação de lençóis freáticos e otimizar o espaço das cidades, provando que a tecnologia pode humanizar o luto e proteger o meio ambiente simultaneamente”, explica Emerson Matos, CEO do Grupo Morada.
Emerson aponta que nos próximos anos é esperado que exista uma demanda ainda maior por opções mais sustentáveis para o setor, pois a geração atual tem priorizado escolhas mais aliadas à preservação do meio-ambiente.
“Nós já observamos que existe um crescimento de pessoas que buscam os cemitérios verticais e a cremação, mas também percebemos que os jovens atualmente estão realmente priorizando essas alternativas. Então, como a tendência é que eles assumam as decisões de fim de vida nos próximos anos, acreditamos que essa prática crescerá cada vez mais”.
