A Paraíba atualmente vive um impasse econômico. Enquanto indicadores apontam alta empregabilidade, qualidade de vida e sucesso no turismo nacional, o estado também enfrenta um baixo PIB per capita, alta inadimplência e uma fraca presença de turismo estrangeiro. Esses dados foram expostos pelo Conselho Regional de Economia da Paraíba (Corecon-PB) durante a apresentação do estudo “Paraíba: O Paradoxo Econômico da Realidade”.
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O Portal WSCOM acompanhou de perto o evento que aconteceu na manhã desta quinta-feira (27), em João Pessoa. Com explanações feitas pelos membros da Comissão de Conjuntura Econômica (CCE) Paulo Galvão Júnior, Débora Alcântara e Ruben Castedo, o estudo apresenta os altos e baixos da economia paraibana.

(Foto: Portal WSCOM)
Para Werton Oliveira e Celso Mangueira, presidente e vice-presidente do Corecon-PB, o material foi feito para que gestores, empresários, investidores, pesquisadores e profissionais da Paraíba possam refletir e compreender o atual cenário do estado.
Confira os principais paradoxos econômicos da Paraíba:
PIB e PIB per capita
A Paraíba registrou alta de +6,6% em 2024 e estimativa de +5,5% em 2025, superando com folga as médias do Nordeste (3,8%) e do Brasil (3,5%).
No entanto, o valor por habitante é de R$ 24,3 mil (25º do país e 7º do Nordeste). De acordo com o Conselho, o dado é explicado por fatores estruturais como a concentração de 40% da população no Sertão, região afetada pela seca, com baixa industrialização e alta informalidade.
Turismo
Em 2024, o estado registrou 339 mil viagens nacionais (+7,3% sobre 2023) e 25.839 empregos formais na área, impulsionado pela malha aérea e pelo Polo Cabo Branco, de acordo com o estudo.
Por outro lado, com apenas 992 turistas estrangeiros em 2025, o estado fica distante de destinos regionais como Bahia (202,3 mil), Ceará (112,6 mil) e Pernambuco (108,1 mil), mantendo alta dependência do público interno.
Empregabilidade e rendimento
No 2º trimestre deste ano, o estado atingiu 5,4% de desocupação, igualando a média nacional devido ao dinamismo do comércio, turismo, serviços e construção civil.
Apesar da alta empregabilidade, o salário médio é de R$ 2.461 (21º do país), o que representa apenas 35% do rendimento médio do Distrito Federal (R$ 6.464), refletindo a predominância de ocupações de menor remuneração.
Municípios insustentáveis e competitividade
O estudo também aponta que a Paraíba somou 50,5 pontos no Ranking de Competitividade, sendo esse o 11º melhor resultado do país e o 1º do Nordeste. O dado destaca a infraestrutura, solidez fiscal e inovação do estado.
Em contraste, o estado soma 174 municípios insustentáveis (3º pior do Brasil), dos quais 140 têm menos de 10 mil habitantes e sobrevivem quase exclusivamente de transferências constitucionais por falta de arrecadação própria.

