O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, rejeitou a tese de que o Brasil precisa aprovar uma nova reforma nas regras de aposentadoria. O gestor classificou como “cruel e injusta” a lógica de equilibrar o sistema previdenciário aumentando idades mínimas ou alíquotas de contribuição dos trabalhadores.
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“Eu considero que é muito injusto que se olhe sempre para uma nova reforma da Previdência, como se costuma fazer, aumentando idade ou aumentando alíquota. Eu acho isso muito cruel”, declarou o ministro em entrevista ao Jota.
Para equilibrar os pratos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Queiroz argumentou que há outros, como a desoneração da folha, que consome cerca de R$ 28 bilhões ao ano dos cofres públicos.
Segundo ele, o papel da sua pasta é atuar na defesa da proteção social dos vulneráveis.
“Eu estou fazendo o meu papel de defender o aposentado mais vulnerável, aquele que mais precisa. […] Lógico que eu sei que, em determinados momentos, nós vamos precisar fazer um ajuste dos números da Previdência, eu falei disso quando falei da desoneração da folha”, pontuou.
“Nós estaremos desafiados — todos nós, a inteligência brasileira — a construir soluções para a Previdência que são reais, que nós precisamos ajustar e adequar, mas sempre com o olhar de não penalizar aqueles que já vivem muito sofridos, que são os trabalhadores brasileiros”, completou o ministro.
