Um possível caso de envenenamento de gatos tem causado revolta e tristeza entre protetores independentes no bairro 13 de Maio, em João Pessoa. Segundo os voluntários, 15 animais teriam sido assassinados nos últimos dias após a ingestão de alimento contaminado com chumbinho, substância altamente tóxica e de uso restrito.
Os protetores afirmam que cuidavam dos gatos há cerca de três anos, oferecendo alimentação diária e acompanhamento nas ruas da região. Os animais, segundo eles, não apresentavam doenças e eram conhecidos pelos moradores do bairro.
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Uma das voluntárias relatou o impacto emocional causado pela morte dos animais, que faziam parte da sua rotina.
“Eles eram a minha companhia porque eu sou viúva, não tenho filhos e cuido da minha mãe há 10 anos. Então, eles são como filhos para mim. Faz muito mal saber que alguém teve coragem de fazer uma maldade dessa com animais”, disse.
De acordo com os relatos, sete corpos já foram encontrados, enquanto outros animais desapareceram. Alguns gatos morreram antes mesmo de receber socorro.
“Encontramos um marmitex com uma espécie de sopa, um caldo, e tinha um pozinho preto no fundo da embalagem. Acreditamos que tenha sido isso. O efeito foi muito rápido”, afirmou uma das integrantes do grupo.
Os primeiros casos teriam ocorrido entre o sábado e a segunda-feira. Os voluntários disseram que não imaginavam que a situação se prolongaria por dois dias consecutivos.
“Alguns morreram na nossa frente. A gente ficou impotente porque tudo aconteceu muito rápido”, lamentou outra protetora.
Diante da gravidade do caso, denúncias foram encaminhadas à Polícia Civil, Polícia Militar e à Secretaria Municipal de Proteção Animal, com pedido de investigação urgente e adoção de medidas para identificar os responsáveis.
Entre as providências solicitadas está o levantamento de imagens de câmeras de monitoramento instaladas na região do bairro para auxiliar nas investigações.
Os protetores reforçam que os chamados animais comunitários possuem proteção prevista em lei no município e cobram punição para os envolvidos.
“A gente dedica a vida para tirar animais da rua, alimentar, castrar e acolher. É um crime bárbaro e covarde contra animais que só queriam comer”, declarou uma das voluntárias.
O grupo também pediu que moradores que tenham imagens, vídeos ou qualquer informação sobre a movimentação suspeita na região procurem as autoridades e ajudem na investigação do caso.