Se existe, nos 7 anos e 3 meses de governo João Azevêdo, algo de que ele sempre se gabou ao longo dos tempos, foi ter administrado bilhões de reais nesse período sem nenhum desvio de recursos por parte de sua equipe. Isso sempre vingou como trunfo, até porque seu “criador” se encalacrara com graves denúncias na fase final.
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Esse histórico acaba de sofrer um duro golpe com a decisão da Justiça Estadual de mandar bloquear as contas e os bens de 15 pessoas ligadas ao Hospital Padre Zé, à Secretaria de Desenvolvimento Humano e à de Administração — principalmente dos secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton, ambos candidatos em 2026.
A causa: todos, segundo a Justiça estadual, têm envolvimento registrado em desvios comprovados de recursos públicos a partir do programa “Prato Cheio”, do Governo do Estado. São as documentações arroladas pelo juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior.
Em tempo
É preciso admitir, antes de qualquer coisa, que todos os citados têm 30 dias concedidos pela Justiça para apresentar contra-argumentos comprobatórios, mesmo sabendo dos anexos que complicam a alegação de inexistência de provas.
Este é o contexto de maior complexidade.
Atendendo ao MPE
Se repararmos bem, a lavra do douto juiz está consubstanciada em diversos documentos relevantes invocados pelo MPE, inclusive o conteúdo da decisão do TCE-PB, além de diálogos telefônicos, comprovantes de pagamentos bancários, anotações de nomes envolvidos, inexistência de documentação diante dos crimes de desvios, etc. Tudo isso mexe na essência simbólica da gestão do ex-governador.
Abrigo partidário
João Azevêdo, aliás, teve conhecimento do rito processual há muito tempo, desde que estourou o caso, mas não tomou nenhuma decisão política, como, por exemplo, o afastamento dos auxiliares; pelo contrário, assegurou, na atualidade, a filiação e as candidaturas a deputado federal e estadual pelo PSB em 2026.
Agora é aguardar contra-argumentos
A essa altura do campeonato, não há outra condição plausível que não seja aguardar, mais uma vez, os contra-argumentos dos secretários e das personagens envolvidas no escândalo.
O fato é que o ex-governador precisa responder convincentemente sobre a grave denúncia da Justiça. Como atesta a ação judicial, desviar recursos de pessoas famintas é terrível.
PSD ratifica Cícero
O partido formalizou nesta segunda-feira o apoio público à candidatura de Cícero Lucena, apresentando Diogo Cunha Lima como vice-governador.
O advogado Rui Galdino até quis, mas não teve êxito para ser candidato ao Senado pelo PSD.
Última
“O olho que existe / é o que vê”
