Justiça bloqueia bens de Padre Egídio, Pollyanna, Tibério Limeira e mais 13 investigados em ação por suposto desvio de R$ 11 milhões

Padre Egídio

 

A Justiça da Paraíba determinou o bloqueio de bens do Padre Egídio de Carvalho Neto e de outros 15 investigados em uma ação civil pública por improbidade administrativa que apura o suposto desvio de R$ 11,17 milhões em recursos públicos destinados ao Hospital Padre Zé e a projetos sociais conveniados com o Governo da Paraíba. Dentre eles estão os ex-secretários do Estado Tibério Limeira e Pollyanna Werton

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A decisão cautelar foi assinada pelo juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, que atendeu a um pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A medida determina a indisponibilidade de contas bancárias, veículos e imóveis dos investigados até o limite do valor apontado como prejuízo ao erário.

Ação

Segundo a ação, os investigados teriam integrado uma estrutura dividida em três núcleos: um institucional, formado por dirigentes do Instituto São José, do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana; um político-administrativo, composto por agentes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano; e um empresarial, envolvendo fornecedores suspeitos de emitir notas fiscais superfaturadas e simular prestações de serviços para viabilizar o desvio de recursos públicos.

De acordo com o Ministério Público, o esquema teria atingido principalmente verbas destinadas ao Projeto Prato Cheio e a outros convênios firmados entre o Estado e entidades ligadas ao Hospital Padre Zé.

Na decisão, o magistrado afirma que há indícios suficientes para justificar a medida cautelar, destacando que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) já julgou irregulares as contas de responsabilidade de Padre Egídio. Em acórdão citado na decisão, o TCE imputou ao religioso um débito de R$ 11.174.100,00, após identificar ausência de comprovação de despesas, pagamentos a empresas incompatíveis com os contratos e transferências de recursos para contas sem vínculo com os convênios.

Além de Padre Egídio, tiveram bens bloqueados:

  1. Jannyne Dantas Miranda,
  2. Amanda Duarte Silva Dantas,
  3. Andréa Ribeiro Wanderley,
  4. Carlos Tibério Limeira Santos Fernandes,
  5. Yasnaia Pollyanna Werton Dutra,
  6. Iurikel Souza Marques de Aguiar,
  7. Kildenn Tadeu Morais de Lucena,
  8. Sebastião Nunes de Lucena,
  9. Sebastião Nunes de Lucena Júnior,
  10. Mariana Inês de Lucena Mamede,
  11. Maria Cassilva da Silva,
  12. José Lucena da Silva,
  13. João Ferreira de Oliveira Neto,
  14. Fillype Augusto Lima Bezerril,
  15.  João Diógenes de Andrade Holanda

A decisão, de 22 de julho, foi publicizada nesta segunda-feira após quebra de sigilo, e determina o bloqueio de ativos financeiros, restrições sobre veículose indisponibilidade de imóveis). Também foram expedidos ofícios aos Detrans e aos cartórios de registro de imóveis para cumprimento da medida.

O juiz também recebeu a ação de improbidade e determinou a citação dos investigados, que terão prazo de 30 dias para apresentar contestação.

 

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