O prefeito Leo Bezerra, afirmou nesta quinta-feira (30) que os ambulantes que atuam no Mercado Central, no Centro da capital paraibana, permanecerão no local até que seja definido, em conjunto com a categoria, um novo espaço de trabalho. A medida ocorre durante o período de transição para o início das obras do novo mercado.
Reunião discute permanência e alternativas para trabalhadores
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A decisão foi comunicada durante reunião com a Associação dos Ambulantes e Trabalhadores em Geral da Paraíba, realizada no Centro Administrativo Municipal (CAM), no bairro de Água Fria, em João Pessoa. O encontro contou também com a presença do secretário de Desenvolvimento Urbano, Marmuthe Cavalcanti.
Segundo o prefeito, a gestão já possui previsão orçamentária para estruturar espaços que permitam a continuidade das atividades comerciais com melhores condições. Inicialmente, será feita uma avaliação para verificar se os cerca de 30 comerciantes que realizaram protesto na manhã do mesmo dia se enquadram nos locais disponíveis.
“Mas, se não se enquadrarem, vamos dialogar e tomar a decisão juntos”, afirmou Leo Bezerra.
Obras do novo Mercado Central e impacto no Centro Histórico
A Prefeitura informou que os trabalhadores permanecerão no Mercado Central enquanto as alternativas são discutidas. O objetivo é garantir que a categoria não seja prejudicada durante o avanço das obras do novo equipamento público.
De acordo com o secretário Marmuthe Cavalcanti, as notificações emitidas com prazo de 72 horas seguem exigência legal e têm como finalidade estimular o diálogo com os comerciantes. Ele destacou que a obra está orçada em cerca de R$ 32 milhões e será responsável pela requalificação do espaço.
A proposta inclui transformar o local em ponto turístico, além de melhorar as condições de trabalho dos comerciantes e oferecer mais conforto e segurança aos frequentadores.
Prefeitura avalia alternativas para realocação
Durante a reunião, a gestão municipal apresentou abertura para diferentes possibilidades de realocação dos trabalhadores. Entre as opções estão a locação de espaços, utilização de mercados públicos, shoppings populares e áreas públicas.
“Escutamos todos durante a reunião e seguimos abertos a sugestões que contribuam para uma solução conjunta”, afirmou o secretário.
Categoria avalia diálogo e propõe soluções
A presidente da Ameg, Márcia Medeiros, avaliou o encontro como positivo e afirmou que os trabalhadores deixaram a reunião mais tranquilos após a garantia de permanência temporária no local.
Segundo ela, a categoria apresentou sugestões como a utilização de um terreno próximo ao Hiper Bompreço e de vias de acesso à Lagoa para instalação de tendas organizadas. Também foi sugerida uma área em frente a uma praça na Avenida João Machado.
“Saímos daqui hoje mais tranquilos, porque podemos retornar aos nossos espaços de trabalho sem a angústia. Isso já é um ponto muito positivo”, afirmou.
Próximos passos e acompanhamento das negociações
A Ameg informou que será formada uma comissão permanente para acompanhar as tratativas com a Prefeitura. A definição do novo local de trabalho seguirá sendo discutida entre a gestão municipal e os representantes da categoria.
Enquanto isso, os ambulantes permanecem atuando no Mercado Central até que uma solução definitiva seja acordada entre as partes.