Ricardo Coutinho repudia ação policial em ato pró-Lula na cidade de Prata e cobra posicionamento do governo

ricardo coutinho

O ex-governador da Paraíba e candidato a deputado federal, Ricardo Coutinho (PT), manifestou veemente repúdio à atuação de policiais militares durante uma mobilização política favorável à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizada no último fim de semana no município de Prata, localizado na região do Cariri paraibano, e cobrou uma resposta enérgica e imediata do governador Lucas Ribeiro diante do episódio.

Em vídeo enviado à reportagem do Portal WSCOM, Ricardo declarou ter ficado consternado com as imagens e relatos que circularam sobre a conduta da guarnição militar na cidade. O evento político, que reuniu militantes e apoiadores do presidente da República, foi marcado por momentos de forte tensão após intervenção ostensiva da Polícia Militar da Paraíba (PMPB).

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Segundo relatos colhidos no local e corroborados por denúncias formais apresentadas pela direção estadual do PT-PB, os policiais teriam utilizado armamento letal de forma intimidatória contra os participantes, chegando a efetuar disparos em via pública e obrigando pessoas que estavam em estabelecimentos comerciais a se deitarem no chão sob a mira de armas de fogo.

Cobrança direta ao governador

Durante seu pronunciamento, Ricardo Coutinho destacou que a função primordial da corporação é assegurar a integridade da população e o livre exercício da democracia, e não cercear a livre manifestação do pensamento. O ex-chefe do Executivo estadual ponderou que atos de truculência isolados mancham a história institucional da Polícia Militar e não representam a postura da maioria de seus integrantes.

“O papel da polícia é exatamente garantir o direito de manifestação. O pior de tudo isso é que isso depõe contra a imagem da instituição Polícia Militar, uma polícia de mais de 180 anos que jamais foi e não é composta pelo perfil de pessoas que agem dessa forma”, afirmou o petista no depoimento.

Na sequência, Coutinho direcionou críticas à ausência de manifestação do chefe do Poder Executivo estadual e enfatizou a responsabilidade constitucional de quem comanda a segurança pública no estado.

“O que é mais extravagante de tudo isso é que um fato dessa natureza ocorre e o responsável maior, que é o governador, quem quer que fosse o governador estaria sendo responsabilizado, porque ele precisa dizer algo sobre isso. Ele precisa agir sobre isso. Não é possível que coisas aconteçam e o chefe supremo das forças policiais não tome providências”, cobrou.

 

Denúncia na Corregedoria e repercussão partidária

A declaração de Ricardo soma-se à ofensiva jurídica e política já deflagrada pelo Partido dos Trabalhadores na Paraíba. No início da semana, a presidente estadual da sigla, deputada estadual Cida Ramos, encaminhou pedido formal à Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança e da Defesa Social exigindo rigorosa investigação, identificação dos agentes envolvidos e o afastamento cautelar dos mesmos durante a apuração dos fatos.

Os organizadores reforçam que a caminhada política havia sido comunicada previamente às autoridades competentes por meio de ofício formal e ocorria de maneira pacífica pelas ruas centrais de Prata. O partido informou que continuará acompanhando o caso junto aos órgãos correcionais para garantir a punição de eventuais excessos cometidos contra a militância partidária.

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