Bancada do PT pede cassação e inelegibilidade de Nikolas Ferreira por apresentação de documento falso atribuído à Polícia Federal

Nikolas Ferreira comenta conversas que manteve com Daniel Vorcaro

Os deputados federais Rogério Correia (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Alencar Santana (PT-SP) protocolaram uma notícia de fato perante a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) solicitando a abertura de investigação contra o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG). A representação pede a instauração de procedimento preparatório que pode resultar em uma ação investigativa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com pedidos de cassação de registro ou diploma e declaração de inelegibilidade por oito anos.

A ação foi motivada após a publicação, nas redes sociais oficiais de Nikolas Ferreira, de um relatório atribuído à Polícia Federal contendo conclusões de que não existiriam indícios de irregularidades em suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Após a divulgação, o documento foi desmentido pela corporação e perícias técnicas apontaram que o arquivo forjado apresentava erros de grafia e marcadores digitais SynthID que indicam produção por inteligência artificial.

O compartilhamento da peça forjada ocorreu logo após o vazamento de áudios e mensagens interceptados na Operação Compliance Zero. Nas gravações, Nikolas tratava com Vorcaro sobre demandas envolvendo ativos minerários e o custeio de deslocamentos aéreos pelo empresário.

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A petição sustenta ainda que a conduta de Nikolas atinge diretamente a idoneidade do pleito de 2026, argumentando que a publicação do laudo falso para uma base de mais de 27 milhões de seguidores pode ser configurada ilegal devido ao uso indevido dos meios de comunicação social e ao abuso de poder político para tentar estancar o desgaste de sua imagem perante o eleitorado.

“A divulgação do material falso buscou neutralizar, em pleno período eleitoral, o impacto das revelações jornalísticas sobre as conversas com Vorcaro, manipulando a opinião pública por meio de um documento atribuído indevidamente a um órgão de estado”, destacam os parlamentares.

A bancada ainda requereu a preservação dos registros digitais das postagens para dimensionar o alcance e o engajamento das redes de Nikolas. A representação também cobra a apuração de crimes eleitorais previstos no Código Eleitoral, como a falsificação e o uso de documento público falso durante o período de campanha.

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