Após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) manter seu registro de candidatura ao Governo do Estado, Cícero Lucena (MDB) afirmou nesta quarta-feira (9) que a definição sobre quem governará a Paraíba deve ocorrer nas urnas. O ex-prefeito de João Pessoa disse que sua trajetória política foi construída por meio de eleições e que eventuais derrotas também ocorreram pelo voto.
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“Na minha vida, venci a eleição de 1990 ao lado de Ronaldo, fui quatro vezes prefeito de João Pessoa e eleito senador em 2006. Quando perdi uma eleição, também foi no voto. É assim que deve funcionar a democracia. Eleição se ganha no voto, não no tapetão”, afirmou.
Cícero fez a declaração depois de a Corte eleitoral concluir o julgamento da ação de impugnação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral. O TRE-PB rejeitou o pedido e, por cinco votos a um, manteve o registro da candidatura do emedebista.
Para o candidato, a decisão reforça que cabe ao eleitorado definir o resultado da disputa. “Quem deve decidir quem vai governar a Paraíba é o povo paraibano, através do voto”, disse.
A ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral questionava a candidatura com base em uma investigação que apura uma suposta relação de Cícero com facções criminosas em troca de apoio político. A desembargadora eleitoral Giovanna Mayer foi a única integrante da Corte a votar pela impugnação.
O julgamento havia começado na semana passada e foi interrompido após pedidos de vista. O relator, Rodrigo Marques Silva Lima, votou pela rejeição da impugnação e pelo deferimento da candidatura. O entendimento foi acompanhado pelos demais magistrados que votaram pela manutenção do registro.
Apuração contra o Governo
Depois de comentar o resultado do julgamento, Cícero também cobrou celeridade da Justiça na apuração de denúncias relacionadas à contratação de cerca de 3,5 mil pessoas pelo Governo da Paraíba a partir de março de 2026.
Segundo o candidato, há denúncias envolvendo salários entre R$ 15 mil e R$ 22 mil e casos de pessoas que teriam sido contratadas, mas não estariam trabalhando.
“Da mesma forma que esperamos uma Justiça técnica e independente para garantir o direito de disputar uma eleição, esperamos celeridade para que todas as denúncias sejam investigadas. Quem não deve não teme. É preciso esclarecer tudo”, afirmou.
