O Governo da Paraíba criou um grupo de trabalho voltado ao planejamento de medidas para prevenir e responder aos possíveis impactos do El Niño sobre a saúde da população. A criação do grupo, denominado GC El Niño/PB, foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (9).
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde. A iniciativa reúne representantes de diferentes áreas do poder público, incluindo a Defesa Civil Estadual, a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde e a Secretaria de Estado da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos e do Meio Ambiente.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Inscreva-se no canal do WSCOM no Whatsapp.
Grupo terá 60 dias para elaborar plano estadual
De acordo com a portaria, o GC El Niño/PB terá um prazo de 60 dias para apresentar uma proposta do Plano Estadual de Preparação e Resposta aos Eventos Climáticos Associados ao El Niño.
A proposta deverá estabelecer estratégias para integrar ações de preparação, vigilância, monitoramento, alerta, resposta e recuperação diante de fenômenos climáticos que possam provocar impactos na saúde dos paraibanos.
A atuação do grupo também deverá auxiliar os órgãos públicos na definição de medidas preventivas e na organização dos serviços de saúde diante de situações de emergência.
Quais eventos serão monitorados
A portaria considera que os efeitos do El Niño podem provocar, conforme as características climáticas da Paraíba, alterações nos padrões de chuva e temperatura.
Entre os cenários que deverão ser acompanhados estão:
- períodos de estiagem;
- aumento das temperaturas;
- ondas de calor;
- mudanças na disponibilidade de água;
- chuvas intensas;
- inundações e alagamentos;
- incêndios florestais.
Além das condições meteorológicas e climáticas, o grupo deverá acompanhar informações relacionadas à disponibilidade e qualidade da água, ocorrência de eventos extremos e indicadores de saúde da população.
Também serão monitorados problemas que podem apresentar relação com as condições climáticas, como doenças transmitidas por vetores, enfermidades relacionadas à água e aos alimentos, problemas respiratórios e consequências da exposição ao calor e à fumaça.
Medidas de prevenção e resposta
As informações coletadas pelo grupo deverão servir de base para a emissão de alertas e recomendações técnicas, além de auxiliar gestores públicos na tomada de decisões.
O monitoramento também poderá orientar o acionamento de planos de contingência, a organização dos serviços de saúde e o planejamento da necessidade de recursos, medicamentos, equipamentos e outros insumos.

