A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial mostra Lula (PT) na liderança do primeiro turno, com 37% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo, com 29%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) alcançou 10% e passou a ocupar a terceira posição. As informações são do g1.
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Renan Santos (Missão) registra 3%. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem com 1% cada. Samara Martins (UP) também tem 1%. Os demais candidatos listados não chegaram a 1%.
O levantamento foi realizado entre 30 de agosto e 1º de setembro, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.
Cury avança entre eleitores independentes
O desempenho de Augusto Cury é atribuído principalmente ao crescimento entre os eleitores independentes. Nesse grupo, o candidato do Avante chega a 24% e aparece numericamente à frente de Lula.
“Nesse segmento, o candidato do Avante já alcança 24% e fica numericamente à frente de Lula”, afirma Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV.
Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o cenário sem Pablo Marçal ficou assim:
- Lula (PT): 37%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Augusto Cury (Avante): 10%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Indecisos: 11%
- Branco/nulo/não vai votar: 7%
Os resultados não são totalmente comparáveis com a pesquisa anterior, divulgada em 14 de agosto. Naquele levantamento, Leonardo Avalanche aparecia como candidato do PRTB. Posteriormente, Pablo Marçal assumiu a candidatura e registrou o nome no último dia do prazo, em 15 de agosto. A situação eleitoral de Marçal ainda será analisada pelo TSE.
No cenário que inclui Marçal, Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro aparece com 30%, Cury mantém 10% e Renan Santos fica com 3%. Caiado, Marçal e Zema registram 1% cada.
Voto de Lula e Flávio é o mais consolidado
A pesquisa aponta que 71% dos eleitores consideram definitiva a escolha do candidato à Presidência. Outros 29% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Entre os principais nomes, Lula tem o voto mais consolidado, com 80% de seus eleitores dizendo que não pretendem mudar de candidato. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 75%.
No caso de Augusto Cury, 52% afirmam que a escolha é definitiva, enquanto 48% admitem mudar de candidato. Entre os eleitores de Renan Santos, 57% ainda podem alterar o voto. Em Caiado, o percentual chega a 58%.
Flávio Bolsonaro lidera rejeição
A maior rejeição entre os candidatos é registrada por Flávio Bolsonaro, com 55%. Lula aparece logo depois, com 53%.
Pablo Marçal tem 44% de rejeição, seguido por Ronaldo Caiado (40%), Romeu Zema (38%), Renan Santos (28%) e Augusto Cury (25%).
Na sequência aparecem Rui Costa Pimenta (23%), Edmilson Costa (11%), Samara Martins (11%), Hertz Dias (10%), Wilson Grassi (10%) e Clariana Barão (7%).
Lula e Flávio têm empate técnico no segundo turno
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 42%, contra 41% do candidato do PL. Outros 13% afirmam que votarão em branco, anularão ou não irão votar, enquanto 4% estão indecisos.
Nos demais cenários testados pela Quaest, Lula também aparece numericamente à frente:
Lula x Ronaldo Caiado
Lula: 42%
Caiado: 37%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 4%
Lula x Augusto Cury
Lula: 40%
Cury: 34%
Branco/nulo/não vai votar: 21%
Indecisos: 5%
Lula x Renan Santos
Lula: 43%
Renan Santos: 36%
Branco/nulo/não vai votar: 17%
Indecisos: 4%
Lula x Romeu Zema
Lula: 44%
Zema: 33%
Branco/nulo/não vai votar: 19%
Indecisos: 4%
Aprovação de Lula fica em 45%
A avaliação do governo também foi incluída no levantamento. A gestão Lula é aprovada por 45% dos entrevistados e desaprovada por 48%, mantendo estabilidade em relação à pesquisa anterior.
Na avaliação geral do governo, 37% consideram a administração negativa, 35% positiva e 25% regular. Outros 3% não souberam ou não responderam.
A percepção sobre a economia nos últimos 12 meses é predominantemente negativa: 49% afirmam que ela piorou, 29% dizem que ficou igual e 19% avaliam que melhorou. Outros 3% não souberam ou não responderam.
Em relação aos preços dos alimentos no último mês, 67% dos entrevistados afirmaram que subiram. Para 22%, os preços ficaram iguais, enquanto 9% disseram que caíram. Outros 2% não souberam ou não responderam.

