PF aponta que Daniel Vorcaro planejou hackear celular de Lauro Jardim

Daniel Vorcaro em contexto de investigação no STF
(Foto: Reprodução / Esfera)

A investigação da Polícia Federal sobre a organização criminosa liderada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelou novos detalhes sobre a ofensiva do grupo contra a imprensa. Segundo a PF, Vorcaro solicitou a invasão do celular do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, em julho do ano passado, com o objetivo de obter dados privados do jornalista.

O ataque cibernético seria o prelúdio de um plano ainda mais grave. Conforme as investigações, Vorcaro planejava forjar um assalto para “prejudicar violentamente” o colunista. O banqueiro foi preso em março de 2025 sob suspeita de chefiar esse esquema de intimidação.

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Mensagens interceptadas detalham plano contra jornalista

As mensagens analisadas pelos investigadores mostram a coordenação direta do crime. Em um dos trechos, Vorcaro é explícito: “Preciso hackear esse Lauro”. A ordem foi dada a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como o braço operacional do grupo.

Mourão prontamente respondeu: “Vou mandar fazer isto”, informando em seguida que já havia acionado “os meninos” — um grupo especializado em ataques hackers que prestava serviços permanentes à organização criminosa.

Grupo planejava usar phishing para invadir celular

A estratégia para a invasão consistia na criação de um cenário de confiança. O grupo planejava marcar uma falsa reunião virtual com o jornalista e, durante o contato, enviar um link fraudulento (phishing). Ao clicar, Lauro Jardim daria aos criminosos acesso total aos dados de seu aparelho celular.

Segundo a Polícia Federal, o grupo “Os Meninos” era uma célula de elite cibernética especializada em:

  • Invasões telemáticas;
  • Monitoramento ilegal de alvos;
  • Derrubada de perfis digitais de opositores.

Hackers recebiam pagamentos mensais

A apuração indica que os hackers recebiam pagamentos mensais de cerca de R$ 75 mil para atuar sob as ordens de Mourão. Luiz Phillipi Mourão chegou a ser preso em uma fase anterior da operação, mas faleceu após o período de custódia.

O caso segue sob sigilo parcial, enquanto a PF tenta identificar outros possíveis alvos do grupo, que utilizava o poder financeiro oriundo de fraudes bancárias para financiar operações de espionagem e perseguição contra jornalistas e autoridades.

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