A crise gerada pela guerra da Ucrânia há meses projeta muito mais do que disputa de narrativa responsabilizando a Rússia e o presidente Putin pelos acontecimentos, agora com a decisão russa de não repasse e controle do gás ao Ocidente europeu como retaliação ao embargo aos russos afetando a China e, na sequência, gerando mais crise geopolítica. Aliás, já há reação da banda do outro lado do Planeta chegando nas Américas, em especial em Cuba.
Este novo contexto expõe a nova conjuntura multipolar em curso no mundo, ou seja sem a supremacia do Ocidente como antes, agora com a parte oriental do Planeta indicando que o dólar não é mais a moeda oficial soberana, ao contrário favorecendo a imposição do rublo e ienes russo e chinês se impondo como contraponto financeiro. Isto tem impacto no mundo financeiro global.
A EXPANSÃO DO ORIENTE
Independentemente da crise na Ucrânia, por exemplo, a China já está no Porto de Mariel, em Cuba, e deve consolidar nos próximos dias acordo diplomático para atrair turistas chineses, inicialmente, algo em torno de 2,4 milhões na Ilha. É um incremento de impacto.
Trocando em miúdos, esta é mais uma realidade a merecer acompanhamento.

