A pauta político-pública na Paraíba inseriu no foco das atenções a conjuntura em torno das reivindicações dos policiais civis e militares que, embora legitimas, têm recebido do governo João Azevedo respostas, encaminhamentos e atenções a serem merecedoras de reconhecimento à altura.
Este é um momento de necessidade vital de tratar da questão pelo prisma da responsabilidade pública porque não cabe exploração político-partidária neste momento por parte de setores policiais bolsonaristas querendo construir pauta inadequada diante de proposta exequível e contributiva com a categoria por parte do Governo.
ALÉM DA CONTA
Ninguém de bom senso ignora a importância da classe policial, da mesma forma de outras categorias essenciais, portanto, a contraproposta para que a incorporação da bolsa desempenho seja de 100%, ao invés dos 80% sugerido pelo Estado em um prazo de 36 meses ignora o tamanho da irrealidade da proposta efetivada em plena fase de efeitos da Pandemia.
Tem mais: a categoria pode querer pautar reajuste salarial de 20% para servidores da ativa e inativa, no lugar dos 10% propostos pelo governo, mas esta situação é inadequada e insuportável para o Caixa governamental porque ninguém fabrica dinheiro, muito menos orçamento, ao sabor de interesses localizados.
A rigor, o governador João Azevêdo ao anunciar a incorporação de 80% da bolsa desempenho ao salário das forças de Segurança acrescidos de 10% de reajuste salarial, tudo isso representou um aumento real de até 61,47% para os servidores inativos em três anos.
Em síntese, em que pese a pressão dos policiais é preciso cair na real porque pouquíssimos estados têm adotado flexibilidade como apresentado pelo governador João Azevedo.


