Presença de TV nos lares paraibanos cai de 98% para 93%; streamings dominam a programação

A presença de televisores nos lares da Paraíba recuou para 93,6%, acompanhando a ascensão das plataformas digitais, aponta o IBGE.
(Foto: Reprodução)

A proporção de lares com televisão na Paraíba fechou 2025 em 93,6%, confirmando uma estabilidade frente a 2024 (93,7%), mas consolidando um recuo frente aos 98% registrados em 2016. O decréscimo gradual do indicador acompanha o comportamento verificado tanto no cenário do Nordeste, que recuou para 91,9%, quanto na média do Brasil, atualmente em 93,9%.

As informações são do Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), divulgada nesta quinta-feira (02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.

Entre os domicílios com televisão (cerca de 1,4 milhão), 31,3% tinham acesso a serviço pago de streaming de vídeo na Paraíba, em 2025, o que corresponde ao sexto menor percentual no ranking nacional. O Distrito Federal liderou esse indicador (64,1%), seguido por Roraima (58,1%) e Santa Catarina (55,9%). A média nacional foi de 44,4% e a do Nordeste, de 30,7% 28,2%. O percentual paraibano avançou de 26,6% em 2022 para 31,3% em 2025, mostrando crescimento consistente, ainda que abaixo da média nacional e regional.

A proporção de domicílios com televisão na Paraíba foi de 93,6% em 2025, o que representa o 10º maior percentual do país. O Rio de Janeiro liderou esse indicador (97,0%), seguido por Rio Grande do Sul (96,6%) e São Paulo (96,1%). O indicador paraibano ficou acima um pouco abaixo da média nacional (93,9%), mas acima da regional (91,9%).

Dos domicílios com televisão, apenas 9,5% (134 mil domicílios) dispunham de acesso a serviço de televisão por assinatura, bem abaixo da média brasileira (23,5%) e a quarta menor proporção do país, igual à observada no Piauí, e superior apenas às do Amapá (5,2%) e do Ceará (8,8%). Nesse quesito, os maiores indicadores foram registrados no Distrito Federal (36,9%), Rio de Janeiro (33,6%) e em Santa Catarina (32,1%).

Nos demais 90,5% (1,3 milhão de domicílios), que não tinham acesso a esse serviço, o principal motivo apontado foi a falta de interesse pelo serviço (48,3%), seguido pelo alto custo (42,2%) e pela indisponibilidade na área do domicílio (0,6%). Outros motivos foram alegados em 9% dos casos.

Rede móvel celular alcança 91,8% dos domicílios paraibanos

Em 2025, a proporção de domicílios com serviço de rede móvel celular para telefonia ou internet na Paraíba chegou a 91,8%, o maior patamar da série para o estado desde 2017 (quando era de 93,6%, pico que pode refletir variações amostrais do período). Em relação a 2024, houve acréscimo de 2,3 pontos percentuais, acompanhando a tendência observada no Nordeste (de 85,2% para 87,2%) e no Brasil (de 92,0% para 92,9%).

Ao longo da série histórica, o indicador paraibano oscilou: era de 83,9% em 2016, subiu para 93,6% em 2017, recuou nos anos seguintes e voltou a crescer nos últimos anos. A evolução nacional foi mais linear, saindo de 86,2% em 2016 para 92,9% em 2025.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de PrivacidadeTermos de Uso