O pré-candidato ao governo da Paraíba Cícero Lucena (MDB) criticou a condução do processo de concessão de serviços da Cagepa, perguntando sobre a falta de transparência e os moldes em que a transação foi feita. “Uma coisa eu garanto: esse processo, se Deus permitir que eu seja governador, eu cancelo em 1º de janeiro”, disse ele sobre o caso.
O histórico da empresa vencedora foi um dos pontos mais alarmantes citado por Cícero. “Em 1 hora e 40 minutos, foi fechado o leilão, já estava no site do BNDES uma empresa que é proibida de licitar na Espanha, na sede, no país dela”, destacou.
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Ele ainda ressaltou a trajetória da empresa pública, afirmando que, enquanto era prefeito de João Pessoa, recusou ofertas de R$ 1 bilhão para privatizar a concessão municipal, optando por manter o serviço sob operação da Cagepa. Segundo o pré-candidato, o modelo de gestão da estatal deve subsidiar o atendimento em municípios menores e deficitários, garantindo o abastecimento em todo o Estado.
Cícero também classificou a condução do leilão como obscura, afirmando que o processo foi feito em um período atípico, início de janeiro, sem o devido debate público com os prefeitos afetados e com a Assembleia Legislativa em recesso. “Se era bom, por que não chamou os 85 prefeitos e disse o que é que era bom para cada cidade?”, indagou.
Em sua gestão, conforme relembrou ele, o pré-candidato disse que sempre prezou pelo espírito público e pela capacidade de investimento. Destacando que elevou a cobertura de saneamento básico em João Pessoa de 32% para 74% e doou a infraestrutura resultante para a Cagepa sem custos. Para Cícero, o atual processo de concessão ignora essa necessidade de universalização e o papel social da companhia.
