Depois dos anos 90 quando Humberto Lucena e Antônio Mariz, dois líderes indiscutíveis, morreram, ficaram para o exercício político no Estado as figuras de Ronaldo Cunha Lima e Cássio Cunha Lima diante do governador José Maranhão. Todos os nomes agora citados foram do mesmo partido, o PMDB, até que depois de Collor o racha pós-governo Maranhão abriu portas para o surgimento de um então líder progressista de nome Ricardo Coutinho.
Foi o racha no PMDB levando os Cunha Lima para o PSDB que mais na frente na disputa pela prefeitura de João Pessoa visando inviabilizar os Tucanos, Cícero Lucena e CCL, que José Maranhão construiu a ponte e condições indicando o então deputado Manoel Júnior para vice-prefeito do ascendente Ricardo Vieira Coutinho, antes do PT depois rompendo para migrar ao PSB.
Coitada de Nadja Palitot mesmo com prestigio de Miguel Arraes.
Tem mais: RC reuniu toda a Direita, vide DEM e Cia enfraquecendo e derrotando os Tucanos dando o primeiro grande passo sob a proteção de José Targino Maranhão na direção do Palácio da Redenção. Foi uma glória, mais para Ricardo.
O TROCO DE CÁSSIO
Anos depois, a roda política anda com Ricardo Coutinho avançando além do MDB e de Maranhão construindo acordo com Cássio e Efraim Morais então senador na casa de praia em Maria Farinha/PE, do empresário Eduardo Carlos, criando então a candidatura vitoriosa de RC ao Governo do Estado derrotando o líder José Maranhão na disputa direta.
É aí que surge o líder Ricardo Vieira Coutinho atropelando a tudo e a todos deixando mais na frente os lideres que já foram poder absoluto, convivendo com derrotas memoráveis. Neste contexto, anos depois da vitória de RC, Cássio e o líder socialista rompem levando o então governador a apontar sucessor, no caso João Azevêdo, e vencer todos os dois líderes responsáveis por sua ascensão.
A DERROCADA DE RICARDO
É inacreditável que em pleno 2021 o mais importante líder progressista da Paraíba dos últimos tempos não tenha tido coragem e condição sequer de opinar sobre a morte do líder José Maranhão.
Tudo fruto da desconstrução Tsunami via Operação Calvário. Ao menos Cássio pode gravar vídeo em favor de Maranhão.
Eis um trecho determinante da cena política paraibana dos últimos 30 anos.
ÚLTIMA
“O olho que existe/é o que vê…”
