Após quase nove anos, júri condena homem por morte de namorada com tiro na cabeça em João Pessoa a seis anos em regime semiaberto

Yuri Ramos Coutinho Nóbrega durante julgamento no Fórum Criminal de João Pessoa pelo caso Luanna Barbosa

Quase nove anos após a morte de Luanna Alverga Ramalho Barbosa, a Justiça da Paraíba concluiu o julgamento do caso. Em sessão realizada nesta quinta-feira (11), no Fórum Criminal de João Pessoa, o Conselho de Sentença condenou Yuri Ramos Coutinho Nóbrega a seis anos de prisão em regime semiaberto pela morte da então namorada.

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A decisão foi anunciada pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão após cerca de dez horas de julgamento. Os jurados reconheceram a prática de homicídio doloso simples, na modalidade de dolo eventual, entendimento que considera que o acusado assumiu o risco de provocar a morte da vítima.

A pena foi fixada em seis anos de reclusão. Conforme a sentença, foram consideradas circunstâncias atenuantes, entre elas a menoridade relativa do réu à época do crime e a confissão de que efetuou o disparo. Esses fatores reduziram a punição inicialmente calculada em oito anos.

Entenda o caso

O caso remonta ao dia 23 de julho de 2017, quando Luanna, então com 20 anos, foi atingida por um tiro na cabeça durante uma comemoração realizada em uma residência localizada no bairro do Róger, em João Pessoa. O imóvel pertencia a um tio do acusado, e a arma utilizada no disparo era uma espingarda que, segundo os autos, estava guardada na casa.

Desde o início das investigações, Yuri admitiu ter acionado a arma, mas sustentou que o disparo ocorreu de forma acidental. Em depoimentos prestados à Polícia Civil e à Justiça, ele afirmou que acreditava que a espingarda estava descarregada e negou ter tido intenção de matar a companheira.

Laudo pericial contestou versão da defesa

A versão, contudo, foi contestada por elementos reunidos durante a investigação. Um laudo da perícia criminal concluiu que o disparo não ocorreu de maneira acidental sob o ponto de vista técnico. O documento apontou que o gatilho da arma foi acionado e indicou que o tiro foi efetuado a aproximadamente 50 centímetros da cabeça da vítima, distância considerada curta pelos peritos.

Condenação pelo Tribunal do Júri

Denunciado pelo Ministério Público, Yuri respondeu ao processo em liberdade e foi submetido a júri popular, procedimento em que cidadãos avaliam a autoria e a materialidade do crime. Com a condenação, o caso chega a uma nova etapa judicial após anos de tramitação na Justiça paraibana.

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