Os candidatos que figuram na ponta em pesquisas oficiais para a prefeitura de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) e Cida Ramos (PSB), jogam um para o outro a “mácula” de terem na composição de suas chapas nomes ligados ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), que teve o seu mandato cassado na primeira metade desse mês de setembro.
Pelo lado da candidata socialista, há várias semanas sua campanha veiculou propagandas eleitorais ressaltando a proximidade entre o vice de Cartaxo, Manoel Jr. (PMDB), e Eduardo Cunha. No debate realizado ontem pela TV Correio, Cida reafirmou a ligação entre eles, chegando a dizer que Manoel Jr. era assessor direto de Eduardo Cunha, e disse que “o grande sonho” de Cartaxo é disputar o governo do Estado em 2018, deixando assim Manoel Jr. à frente da prefeitura entre 2018 e 2020.
Ainda no debate, Cartaxo disse que assumia o compromisso de cumprir os quatro anos de mandato, caso eleito. E nesta segunda-feira (26), sua coordenação de campanha contra-atacou as alegações de Cida sobre a ligação Manoel Jr. – Cunha. Inserções da campanha do candidato do PSD na TV e no rádio afirmam que Manoel Jr. votou a favor da cassação de Cunha, portanto não teria proximidade com o mesmo.
Além de tentar desvincular a imagem de Manoel Jr. à de Cunha, a propaganda pró-Cartaxo põe aliados de Cida como os “verdadeiros” apoiadores de Cunha: cita nominalmente Wellington Roberto (PR) e Hugo Motta (PMDB). O primeiro compareceu à sessão da votação e votou contra a a cassação; o segundo, apesar de não ter ido à sessão, possui alegadamente relação próxima com o ex-deputado, tendo inclusive a especulação de um affair entre o mesmo e a filha de Eduardo Cunha, Danielle Cunha.
Hugo Motta (PMDB) faz parte de uma ala dissidente do PMDB, composta ainda por Veneziano Vital do Rego e Nabor Wanderley, que expressou apoio à manutenção da aliança com o PSB.
