Manger Cadavre? 15 anos de Death Crust, porrada e resistência no Underground!

Neste mês de novembro, a Kaos Produções vai realizar a segunda edição do Minas no Front. O evento acontece no dia 27 de novembro, a partir das 19h30, na Vila do Porto, com um line-up formado por Melancholic Wine, Matriarcaos, Halfway Dead e Manger Cadavre?.

Depois de conferir a matéria já clica no link e adquira seu ingresso antecipado: https://www.sympla.com.br/evento/minas-no-front/3587437?share_id=copiarlink

Em uma conversa online que tive com Nata, vocalista da Manger Cadavre?, ela contou que essa será a sexta vez que a banda desce para o Nordeste. E, dessa vez, a passagem tem um gostinho especial: celebrando 15 anos de história, a banda chega com uma turnê comemorativa e um repertório que resgata músicas antigas, revisitando diferentes fases da carreira, sem deixar de lado o álbum mais recente, “Como Nascem os Monstros”.

“É sempre muito empolgante, pois, ao lado do Norte, é a melhor região do país em relação a público insano, que contagia a gente a entregar shows ainda mais cheios de energia. Nesses anos todos, fizemos muitos amigos pelo caminho, e é sempre um prazer revê-los e fazer novos”, comenta Nata.

E essa promete ser uma noite para mostrar a força das mulheres no underground!

Aproveitando o papo, Nata também deixou um recado direcionado às mulheres, que faço questão de reproduzir na íntegra:

“Use sua raiva como força motora para criar. Organizar a raiva é uma das formas de fazer as coisas mudarem. Sobretudo, organize coletivos e esqueça a lógica individual que o neoliberalismo, com suas ferramentas de propaganda, tenta nos enviar goela abaixo. É só no coletivo que os avanços acontecem.”

E se tem uma coisa que a Manger Cadavre? sabe fazer é transformar raiva em pancadaria sonora! Na ativa desde 2011, diretamente de São José dos Campos (SP), a banda vem construindo uma trajetória respeitável no underground brasileiro, misturando death metal, crust punk e aquela atitude faça você mesmo que mantém a chama da música extrema acesa, longe dos holofotes comerciais.

E não estamos falando de uma banda que fica esperando as coisas acontecerem. A Manger Cadavre? já passou por festivais importantes como Setembro Negro, Abril Pro Rock, Oxigênio Festival, Virada Cultural Paulista e Araraquara Rock, além de ter encarado o lendário Obscene Extreme Festival, na República Tcheca, um dos eventos mais conhecidos da música extrema mundial.

Ao longo dessa caminhada, a banda foi construindo uma discografia que acompanha sua evolução musical sem abandonar a essência agressiva e contestadora.

O álbum “AntiAutoAjuda”, lançado em 2019, ajudou a colocar o grupo em evidência no hardcore nacional. O trabalho recebeu boas críticas e rendeu uma turnê com mais de 30 apresentações. Nada mal para quem acredita que a melhor maneira de fazer as coisas acontecerem é botar a mão na massa e cair na estrada!

Em 2021, chegou “Decomposição”, marcando uma nova fase na formação e ampliando os horizontes sonoros do grupo. Dois anos depois, foi a vez de “Imperialismo”, trabalho que fortaleceu a identidade da Manger Cadavre? nessa mistura indigesta de death metal e crust. A divulgação do disco rendeu quase 60 shows em 2023.

Já em 2025, os paulistas lançaram “Como Nascem os Monstros”, em parceria com a Blood Blast, plataforma digital alemã ligada à Nuclear Blast. O álbum recebeu elogios e apareceu em listas de melhores lançamentos do ano, reforçando o nome da banda entre os destaques da cena extrema contemporânea.

Clique e confira o álbum “Como Nascem os Monstros” disponível em várias plataformas https://bfan.link/como-nascem-os-monstros.ibi

E vale lembrar que essa caminhada não começou ontem! Antes dos trabalhos mais recentes, vieram lançamentos como “Existimos”, “Sua Justiça”, “Origem da Queda”, “Limbo”, “Senhores da Moral”, “Revide” e “Inflamar”, registros que ajudam a contar a história de uma banda que nunca pareceu interessada em ficar parada no mesmo lugar.

É aquela evolução que faz sentido: a banda amadurece, experimenta e muda o que precisa mudar, mas não perde a sujeira, a agressividade e a identidade que fazem o underground ser underground.

FORMAÇÃO ATUAL

  • Nata — vocal
  • Marcelo Kruszynski — bateria
  • Bruno Henrique — baixo
  • Paulinho — guitarra

Fotos: Dani Moreira Jr

 

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