Eu tenho orgulho de ser nordestino! E é justamente por esse sentimento de pertencimento e respeito à nossa gente que não posso silenciar diante da agressão sofrida por um amigo, em uma padaria da cidade, simplesmente por defender a reeleição do presidente Lula.
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Não sei de onde veio o agressor. Talvez seja alguém de outra região do país que esteja nos visitando ou que tenha escolhido nossa capital para viver. Mas, independentemente de sua origem, o que importa é que sua atitude revela uma intolerância política inaceitável, agravada pelo preconceito contra o povo nordestino e suas escolhas eleitorais.
A agressão parece ter sido motivada pelo ódio político de quem não aceita que os nordestinos votem majoritariamente em Lula. Há quem se julgue no direito de nos ofender por causa de nossas convicções, como se a liberdade de escolha fosse um privilégio de alguns e não um direito de todos os brasileiros.
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O agressor talvez desconheça o significado da palavra gratidão, sentimento que ajuda a compreender a relação de muitos nordestinos com o presidente Lula.
Reconhecemos as ações e os investimentos destinados à nossa região, mas nossa posição política não se explica apenas pelo reconhecimento do que foi realizado. Ela também resulta de uma consciência crítica que nos permite refletir sobre os caminhos do país e fazer escolhas entre diferentes projetos de sociedade: democracia ou autoritarismo, soberania nacional ou submissão aos interesses estrangeiros.
Por isso, registro minha inteira solidariedade ao conterrâneo agredido. Sua defesa de uma posição política jamais poderia servir de pretexto para a violência. O debate democrático pressupõe o respeito às diferenças, e nenhuma divergência eleitoral autoriza alguém a transformar suas convicções em instrumento de intimidação.
Tenho orgulho de constatar a força da identidade política nordestina e de sua resistência às manifestações de intolerância. Nossa região tem uma história de lutas, de enfrentamento das desigualdades e de defesa dos direitos do povo. Não aceitamos que tentem nos diminuir por nossas escolhas, muito menos que o preconceito regional seja utilizado como arma na disputa política.
No dia 25 de outubro, voltaremos às urnas para decidir o futuro do Brasil. Que o façamos com consciência, liberdade e respeito, sem permitir que o ódio se sobreponha à convivência democrática.
O Nordeste não se curva à intolerância. É uma região de povo altivo, consciente de sua história e orgulhoso de sua identidade.
Viva o Nordeste independente, altivo e soberano! Viva a democracia!