Aprendi logo cedo com Maria Júlia — a filósofa vitoriosa de Borborema, dos bairros da Torre e Castelo Branco — que as mães são o único ser humano diferenciado em qualquer circunstância. Isso inclui, nesse universo extraordinário, até as mães solteiras da genial Shakira.
Lembrei-me muito de Maria Júlia na noite fantástica de Shakira com Maria Bethânia, Ivete Sangalo e Caetano Veloso, porque somente as 20 milhões de mães solteiras do Brasil sabem o tamanho da responsabilidade que é cuidar de verdade dos filhos, sozinha.
Em 1957/1958, Maria ficou sozinha para cuidar de dois marmanjos que, felizmente, se encaminharam na vida e são vitoriosos como ela. Não há dúvidas, baseando-se em fatos reais, do quanto é difícil criar dois filhos sozinha em um tempo em que viver assim era sinônimo de grave discriminação, inclusive da família. Minha mãe nem ligou: criou os dois filhos com dignidade e superação. E venceu! 
MAÍSA, TALLINE E GABI
Na vida, posso atestar e testemunhar que tive a imensa sorte de conviver com Maísa, mãe dos nossos orgulhosos filhos Pablo Forlan e Vinícius — ambos, há tempo, pais maravilhosos. São cinco netos maravilhosos.
Maísa tem seu estilo de ser e soube, diante das fatalidades da vida, ser serena e objetiva ao partilhar comigo um dos aspectos mais importantes na formação dos nossos filhos: a educação. Pablo e Vinícius são referências humanas, sobretudo, por conta disso. Nunca lhes faltou nada.
Neste contexto familiar, precisamos registrar a ousadia singular de Pablo Forlan ao formar família com Talline logo cedo, gerando os extraordinários filhos (netos) Rafael, Davi e Maria Luiza — três tesouros humanos de muito valor reconhecido.
Se isto é verdade, aplique-se na inteireza da vida o mesmo valor para Yuri e Davi — dois netos também adoráveis, filhos de Gabi e Vinícius —, gente que nos faz aprender todos os dias. Gabi, assim como Talline, nos orgulha.

Repito: Talline e Gabi são mães extraordinárias, assim como Maísa, Margarida, Erica, Gleide e Tácita, formando um universo de pessoas muito diferenciadas e vencedoras diante de todos os obstáculos possíveis. São felizes por serem o que são, com muito respeito e reconhecimento.
Elas são as homenageadas específicas deste domingo, por mérito e reconhecimento. Simples assim.
ÚLTIMA
“ O nome / a obra imortaliza”
