O processo histórico é no curso da vida o abrigo permanente dos feitos humanos catalogados pela força da diferença e singularidade, sobretudo em se tratando de arte e cultura, dois esteios a identificar a cidade de Areia como berço da vanguarda.
O fato concreto é que está cravado nesta cidade histórica a imponência artística de Pedro Américo, pintor / autor do famoso painel do “Grito do Ipiranga” simbolizando o ato histórico da Independência, da mesma forma que é Areia abrigo do autor do livro “A Bagaceira”, de José Américo de Almeida, carimbando o Regionalismo na Semana de Arte Moderna de 1922.
VANGUARDA VIVA
E eis que, em pleno século XXI, Areia retoma sua condicionante de vanguarda ao abrigar com essência geográfica, simbólica e intelectual a força da arte produzida por José Rufino dialogando miticamente com os maiores centros do Ocidente.
É o que se pode concluir com base na trajetória exposta em livro “JOSÉ RUFINO – Fortuna critica selecionada” editado por Eduardo Augusto de Carvalho na Editora A UNIÃO gerando na ampla síntese exposta a dimensão planetária da obra marcante e reconhecida do autor areiense.
EM TERRA DE CEGO…
O famoso conceito de que quem tem um olho é rei na terra de cegos pode ser aplicada vastamente no caso em tela porque, apesar de reconhecido nos salões nobres de Salvador, São Paulo, Rio, Nova York, Barcelona, etc., ainda não há exposto com mesma dimensão a necessidade histórica de que a Paraíba conheça mais e carimbe de uma vez por todas a nova fase de Areia na figura do artista multicultural José Rufino.
O conjunto da obra do ainda jovem ativista da vanguarda atemporal, o identifica sem muitas dificuldades como a expressão viva a nutrir símbolos da denominada Arte (Pós) Moderna na Paraíba com expressão típica internacional de Antônio Dias, campinense /cidadão alemão, de tanta vanguarda acumulada a ser o maioral.
RECONHECIMENTO
Se bem que o contexto da obra de José Rufino extrapola a série de grandes instalações como Lacrymatio, Sudoratio, Plasmatio, Náusea, Ulysses e Faustão, sem contar o conjunto de “Cartas de Areia”, até porque ao abrigar seu nome como homônimo do avô gerou mutações de símbolos culturais a partir da genética avançando em olhares críticos diferenciados da vida nutrindo a origem cromossômica como novo caleidoscópio humano a partir da própria história.
Em síntese, em José Rufino tudo se transforma em verdade humana na direção posta do futuro se confundindo até com ficções diante de nova leitura do mundo a partir da antiga história, agora resgatada na vanguarda do ser num ambiente geográfico genial.


