
Os trabalhos de recuperação das pastagens e da vegetação que acontecem na Estação Experimental da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária – Emepa, em Alagoinha, apresentam resultados satisfatórios. A constatação é do grupo de pesquisadores da Embrapa, parceira do projeto, que na semana passada visitou a área onde as pesquisas são desenvolvidas.
O projeto de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é do Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com a participação do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, com a participação da Gestão Unificada Emepa/Interpa/Emater, como integrante do Grupo Gestor, e de outros órgãos.
O projeto Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que faz parte do Plano Estadual de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – Plano ABC terá seus benefícios para os criadores e agricultores.
O Plano ABC Estadual é composto de sete programas que se completam: recuperação de pastagem degradada, a integração lavoura-pecuária-floresta e o sistema agroflorestal, o sistema de plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.
As ações em ILPF no Brejo Paraibano tiveram início em julho de 2015, no âmbito do projeto ILPF com apoio da rede de fomento numa parceria público-privada. As ações apresentadas durante o evento em Alagoinha estão alinhadas e são complementares ao Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono do Estado da Paraíba, lançado em novembro de 2015.
Segundo o chefe da Estação de Alagoinha, pesquisador Rubens Fernandes, desde julho de 2015 a Emepa trabalha com este projeto nas estações experimentais de Alagoinha e Umbuzeiro, com os trabalhos sendo conduzidos e avaliados pelos pesquisadores. O projeto de pesquisa integra à Chamada Pública 11/2013-Macroprograma quatro em Rede no Nordeste, que consiste no sistema de integração lavoura, pecuária e floresta.
A área utilizada em Alagoinha é de 1,8 hectares, onde são trabalhadas as pastagens, florestas e produção agrícola: as lavouras de milho e feijão macassar, junto com espécies florestais como sabiá, eucalipto e gliricídia e a brachiaria, tem acompanhamento do pesquisador Rubens Fernandes, chefe da Estação de Alagoinha.
O plano é um instrumento de política pública que apresenta alternativas para a conservação ou recuperação do solo, aproveitamento da água e o aumento da produtividade. Essa prática traz maior rendimento econômico para o agricultor. Esse trabalho permitirá se fazer a recuperação das áreas degradadas para evitar a desertificação e reduzir o êxodo rural, permitindo que os agricultores possam produzir com mais eficiência, seguindo os padrões recomendados.
Escrito por: José Nunes