Para Rafael, Davi e Yuri, meus netos
Cidadãos e Cidadãs de todos os cantos, tanto faz da Torre, de Nova York ou Luanda convivem já há algum tempo com novo processo histórico de contextos de vida social, relacionamentos e perspectivas fortemente afetados pelos novos simbolos e linguagens fazendo do Mundo uma impressionante Aldeia Global impactada pela Comunicação interativa revolucionária.
No Jornalismo, por exemplo, a principal Fonte da lógica discursiva sobre como relatar um fato e suas versões para atender a demanda da sociedade de se informar, cada vez mais os novos hábitos e instrumentos da cultura disruptiva advindas da WEB constróem novo modelo eliminando o predomínio ou soberania da Midia tradicional.
LEAD – a expressão mais forte para se entender um então Jornalismo moderno, onde as Escolas de Comunicação e os jornais em si, no famoso Batente, indicavam a imperiosa necessidade de se apontar o Que, Quando, Quem, Onde, Por que – em cada primeiro parágrafo da Noticia, já não existe mais na Cultura de Towche (toque) e da invasão das imagens.
Para ser mais exato, em meio à invasão de bilhões de conteúdos, mesmo com tanto lixo agressivo no vômito constante do cotidiano, a nova ordem impõe ao Jornalismo uma espécie de convivência com o divã, muito além de Freud, porque a maior ameaça está à frente e no futuro, nada de passado.
Esta é cena mais evidente brotada da Inteligência Artificial – repetimos disruptiva, eliminadora, porquanto não só evolutiva na vida das pessoas, profissionais e meios de.comunicação -, onde robôs em pleno tempo presente já produzem textos jornalisticos compreensíveis aos comuns, mesmo sem o talento humano na construção das letras, palavras e frases.
É evidente que a catástrofe afetando o formato da produção arcaica do Jornalismo tradicional já impõe e convive com novo modelo de comunicação, cada vez mais inspirador na imposição de simbolos áudio – visuais e de uma linguagem mais solta, rápida, interativa, embora deva sobreviver toda a produção qualificada, até setoriais tipicas de tribos e tribos, na fase pós – moderna do Jornalismo sem fronteiras, sem barreiras.
A vida contemporânea impõe, por fim, a reinvenção da Midia em todos os níveis porque o modelo passado há muito já passou.
ÚLTIMA
“Eu sou os olhos do cego/
A cegueira da visão/
O inicio, o fim e o meio”

