A recondução da Reitora Margareth Diniz e os novos Desafios na UFPB

A sexta-feira, 11, chegou com um fato burocrático importante para os destinos da Universidade Federal da Paraiba que foi a publicação no Diário Oficial da União de ato do presidente da República, Michel Temer, reconduzido a professora Doutora Margareth Diniz para novo mandato de 4 anos na instituição.

A partir de agora com a professora Doutora Bernardina Freire na condição oficial de Vice-reitora, Margareth Diniz passa a conviver com novos desafios diante da conjuntura nebulosa de redução de recursos e estrutura anunciada pelo Ministério da Educação, algo que tem desencadeado protestos e invasão de prédios na maioria dos Estados, inclusive em ambientes da UFPB.

ANTES DE TUDO

O ato do DOU consolida um processo de disputa, mascaradamente chamado de Consulta, no qual a Comunidade Universitária não optou pela Oposição, mesmo que o resultado leve a Reitora reeleita a dar importância ao universo de eleitores que não a seguiu.

Margareth mais do que política de gestão passa a ficar na história como a primeira mulher com mandato reconduzido à frente da mais antiga e importante instituição de ensino superior da Paraiba.

A publicação do ato deixou muita gente nervosa porque só se deu no último tempo legal, mas aconteceu.

E AGORA?

A reitora reeleita passa a dividir a gestão com Bernardina Freire, uma experiente professora da área de Humanas e Educação, sendo-lhe muito útil na divisão de tarefas na complexa e difícil conjuntura dos dias de hoje na direção do futuro.

Leva-se em conta a grande estrutura física da UFPB, além das metas e possível revisão de tamanho e objetivos das diversas instâncias a partir do Ensino de Graduação, Pós e Extensão, ainda levando em conta as demais das dos técnico-administrativos.

Margareth Diniz conviverá com a necessidade de maior diálogo com.as várias instâncias porque os acenos de forte aperto anunciados pelo Ministro Mendonça Filho implicará em reações e protestos podendo afetar os compromissos da instituição. 

Além de tudo vai precisar de ginástica para produzir, por exemplo, a efetivação do Memorial Sivuca em prédio ao lado da Reitoria, a consolidação de outros Campi ainda a merecer reforço, sem contar a estruturação da nova equipe – algo que não é fácil porque mexe com interesses diversos.

Mas, como não pode mais ser candidata, ela tem a oportunidade de marcar mais a nova fase com inventividade e gestão diferenciada à altura da exigência conjuntural.

Pode ir mais além construindo diálogos e meios com a sociedade Paraibana como um todo, os Governos e representações sociais visando discutir e.encaminhar processos aliados ao desenvolvimento da Paraiba como tanto profetizou Celso Furtado e pôs em prática Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque.

Capacidade é o que não lhe falta. 

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