{arquivo}Os fatos registrados nesta segunda-feira em Brasilia e João Pessoa garantem que a crise instalada entre PT e PMDB depois da rebelião na Câmara Federal, semana passada, vai precisar de negociações urgentes para superar traumas que já começam a afetar mais fortemente o cenário de disputa sucessório de 2014, agora envolvendo a Paraiba.
O caso é o seguinte: a presidente Dilma Rousseff empossou seis novos ministros sem ser nenhuma indicação do PMDB, logo o partido está fora da composição ministerial por decisão da bancada federal na Câmara dos Deputados com chancela dos senadores.
Ato continuo, para se entender melhor o cenário, o PT da Paraiba resolveu adiar a decisão que iria tomar nos próximos dias sobre aliança com o pré-candidato do PMDB, Veneziano Vital, para o Governo do Estado mantendo a pré-candidatura de Nadja Palitot.
Ora, está mais do que evidente a interferência da crise nacional com os ambientes estaduais, muito além do Rio de Janeiro e Ceará onde se concentram as maiores dificuldades de relacionamento entre os dois partidos.
No caso da Paraiba, ficou claro nas declarações do prefeito Luciano Cartaxo de que a possibilidade de composição com o PMDB está na dependência direta de solução no âmbito nacional.
CÁSSIO DESCARTA PMDB
O senador Cássio disse em Campina que inexiste a possibilidade de composição com o PMDB na Paraiba, a partir da cidade em que ele e os irmãos Vital e Veneziano têm como primeira base eleitoral.
Ele vê dificuldades também na relação com Rômulo Gouveia.