O Brasil e o Papel geopolítico nas Américas

{arquivo}A escala feita pela presidenta Dilma Rousseff, ontem, em Cuba, para inaugurar estratégico terceiro maior porto  da América Central/Sul – o de Mariel,  fomentando o comércio marítimo e os negócios na Ilha como nunca mais se via, alguns dias depois de pontificar no encontro dos Países Ricos, em Davos, dando uma aula de capacidade enquanto líder do maior País sul-americano,  bem define o quanto o nosso País joga de importância as relações diplomáticas com o Mundo e em particular nas Américas.

Há anos atrás era inimaginável projetar performance de tamanho apelo internacional a ser jogado pelo Brasil de tantas dependências históricas, em especial do Capital externo a ditar o que o País devia ou não fazer para se manter vivo economicamente.

Os dois exemplos de Davos e de Cuba expõem com clarividência a maturidade diplomática do Governo brasileiro em saber convencer os grandes investidores internacionais de que há segurança jurídica e campo econômico fértil para investimentos relevantes, no mesmo diapasão expondo aos Países de economia boicotada pelo Capital externo, em particular dos EUA, pelos embargos penosos de anos, de que o Brasil reúne fermento para criar cenários financeiros de efeito fundamental no comércio entre Países da América Central e do Sul.

No caso do empréstimo financiado pelo BNDES para Cuba construir e consolidar um dos maiores portos da redondeza significa estrado de capital seguro de um banco que se espraia por diversos países cumprindo, guardadas as proporções em outro nível conceitual, o que bancos como Mundial, BID, etc cumpriram tempos atrás na relação com o Brasil. Diferentemente, no caso brasileiro todo o dinheiro empregado será pago e revertido em abertura de novos negócios onde o Brasil se consolidará como maior exportador de produtos à ilha, logo justificando os investimentos.

E não se dá apenas pela nova ordem de respeito do atual governo brasileiro às lutas históricas de Cuba, mas na permuta de tecnologia e de serviços de ponta na medicina da Ilha, que pratica atos médicos priorizando a vida em detrimento dos negócios em torno da medicina. A troca de experiência abrigará nos próximos tempos uma leva de médicos cubanos contribuindo para amenizarmos a carência da assistência médica na ponta, onde os brasileiros humildes mais precisam.

Aos poucos, sem nenhum alarde, a presidenta Dilma Rousseff se consolida como mais importante líder dos BRICS por estar conduzindo-se em múltiplas ações conjugadas e de resultados, ora construir políticas de incremento da vida sócio-econômica no País, ora impondo-se como representante de uma Nação soberana sem permitir mais ficar ao julgo das ordens externas, em alguns casos promovendo crises diplomáticas em face de espionagem inaceitável aos lideres aliados do Mundo.

Enfim, ao invés de gerar pautas atrasadas fomentando guerras ou negócios armamentistas, Dilma oferece ao mundo o exemplo de um País que saiu da condição mendicante para ser um dos principais atores do Mundo com políticas econômicas e sociais de referência, como admitem abrigar os Países ricos e emergentes em face das ações sociais de exclusão da miséria brasileira.

É por estas e outras que, quem discorda ideologicamente do atual governo torce a cara, resmunga e incentiva a baderna para desalojar do governo uma experiência de resultados, os quais o País jamais deixará de tê-los em favor da maioria da sociedade.

Não é à toa, que com a distribuição de renda os grandes bancos já falam em reeleição da presidenta.

Mas isso é outro contexto, são outros quinhentos – como dizem os meninos letrados do bairro da Torre.
 

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