{arquivo}Se há uma tese que muitos concordam plenamente com o senador Cristovam Buarque esta se dá no campo da radicalização pela Educação. Sem dúvidas, o processo educacional é muito mais do que a bitola de idas e vindas às escolas porque, no contexto macro, é quem delimita o nível de uma sociedade: quanto mais educada a coletividade, mais a probabilidade de mais êxitos.
Teses à parte é o que se pode atribuir ao atual momento vivenciado pela Prefeitura de João Pessoa, conforme dados exibidos nesta terça-feira pelo Secretário de Educação, Luiz Júnior, no programa “Bastidores” ancorado pelo multimídia Padre Albenir, expondo um quadro confortador, se comparado a Natal e Recife, por exemplo, nessa mesma área, como até arrisco em levar o mesmo parâmetro para comparar com outros segmentos, como a Saúde.
Mas, afinal o que está acontecendo em João Pessoa de forma tão distinta das Capitais do País? Há vários aspectos, a começar, de acordo com dados exibidos em nível nacional do valor de remuneração dos professores da rede de ensino municipal, ou seja, para uma jornada de 40 horas o docente recebe R$ 2.800,00 ao invés de R$ 1.567,00 determinado por Lei e obedecido pela maioria das prefeituras.
Sou dos que defende valores ainda maiores do que estes, mas, sejamos pés nos chão, realista em síntese: esse patamar experimentado por João Pessoa a faz estar classificada no quarto lugar do ranking nacional de desempenho nesse cenário, ao que parece perdendo apenas para Curitiba, Porto Alegre e Rio.
Mas há outras inúmeras conquistas que fazem da gestão Luciano Cartaxo parâmetro elevado, se comparado com todas as Capitais, em quesitos como Passe Livre – condição determina e em execução na cidade promovendo a contribuição tão reivindicada pelos estudantes, da mesma forma que o anuncio de construção de 44 novas creches nos próximos tempos é sinônimo de avanços à altura dos reclamos populares.
Sem querer tirar nem por, este retrato 3 x 4 serve para atestar que a fase da Educação na Capital mais do que ser referência é a constatação de que, quando se quer, se faz em nome do bem da sociedade. Luciano tem levado ao pé da letra esta máxima lição.