{arquivo}Como de práxis, o Ministério Público do Estado formalizou nesta terça-feira de tempo chuvoso a lista tríplice de promotores eleitos em escrutínio secreto, dentro das normais legais, aptos para comandar a instituição de zelo cidadão das leis na condição de Procurador Geral de Justiça. Pela ordem, Bertrand Asfora (142 votos), Ádrio Leite (124 votos)e João Geraldo (90 votos) compõe a relação já de posse do governador do Estado, Ricardo Coutinho, para seu deferimento e/ou escolha.
Antes de entrar no mérito em si do processo desaguado na escolha em vias de ser concluido, se faz indispensável observar que o presidente da Associação Paraibana do Ministério Público entregou à Sua Excelência documento da entidade solicitando que o nome mais votado da lista possa ser o escolhido na finalização processual.
Pelo menos nos últimos tempos, os governadores têm buscado o respeito à manifestação democrática da categoria, algo que não deve destoar no caso do promotor Bertrand Asfora porque absolutamente nada pode gerar de dificuldades porque todos os valores e fatores contribuem para a escolha recair em torno de seu nome.
É verdade que o governador tem prerrogativa de escolher um dos três, conforme a regra vigente, entretanto, a condição emblemática que o processo eleitoral impõe, acaba por credenciar quem tem a primazia de ser o mais votado – no caso em tela, de Bertrand Asfora.
O fato é que o governador tem 15 dias, mas deve consolidar a nomeação nas próximas horas mesmo porque nada o obstacula de proceder com a normal celeridade comum nos casos anteriores.
MERITOCRACIA
Digam o que quiser mas, o processo eleitoral identificou roídos apontados com a escolha do promotor José Geraldo no lugar do presumido terceiro nome João Arlindo mas nada, absolutamente nada, tira do promotor Bertrand a condição de ter respaldo político e de mérito, até porque nos últimos tempos secretariou a gestão presidida pelo Procurador Geral Oswaldo Trigueiro.
Como se vê, a lógica justifica a realidade nua e crua de uma escolha soberana.
ÚLTIMA
“O olho que existe/ é o que vê…”
