JOÃO PESSOA DO FUTURO

No final deste ano, a nossa belíssima capital paraibana terá 760 mil habitantes. Mantida a sua taxa de crescimento demográfico da última década, no ano 2027 a sua população será de 1.010.000 habitantes, superando às de Natal, Teresinha e Aracaju. É prudente traçar as diretrizes urbanas e socioeconômicas para o desenvolvimento sustentável da Cidade, nos próximo quatorze anos.

Esses caminhos para o futuro de João Pessoa devem ter por base os seguintes aspectos essenciais: expansão e modernização da infraestrutura, sustentabilidade ambiental, inclusão social e correção dos desequilíbrios socioeconômicos espaciais. A ideia-força motivadora deve ser a de que devemos e podemos desfrutar de uma qualidade de vida compatível com o progresso econômico, tecnológico e sócio-cultural do mundo contemporâneo.

Temos que pensar e planejar o futuro do Município com vistas à sua suficiência quantitativa e qualitativa, nas áreas de habitação, abastecimento d’água, saneamento, mobilidade urbana, educação, saúde, segurança, etc.. O seu desenvolvimento urbano tem que se pautar pelo uso racional e sustentável do solo e dos recursos naturais em geral. É preciso conceber e organizar um conjunto de ações proativas inspiradas em processos de transformações inovadoras. A Cidade tem ser mais democrática no uso dos frutos do seu progresso, sendo mais acessível e justa para todos.

O poder público tem um papel muito importante no direcionamento do crescimento da Cidade. As suas ações voltadas à implantação de infraestrutura de água, drenagem, esgoto, energia elétrica, comunicação, sistema de ruas e avenidas, calçamento e pavimentação criam as condições básicas ao adensamento populacional. João Pessoa já passa por uma grande expansão urbana, nas áreas do litoral sul, estimulada pelas forças de mercado das classes médias e de altas rendas.

É fundamental pensar soluções futuras mais relevantes, no sentido da correção das disparidades urbanísticas e socioeconômicas entre os bairros e comunidades mais ricos e os mais pobres. As condições habitacionais das populações de baixa renda devem ser melhoradas, no padrão residencial e na qualidade, inclusive da infraestrutura. As pessoas que aí residem devem ter opções para se deslocarem menos para o centro e outras áreas distantes da Cidade, tendo acesso aos serviços, comércio, emprego e lazer mais perto de onde moram.

Além de ideias consistentes, o bom planejamento do futuro da Cidade tem que dispor de um eficiente conjunto de leis municipais. O Município tem que fazer uma revisão da legislação urbana atual, de acordo com as necessidades do seu desenvolvimento. Essa carência deve ser urgentemente solucionada, com relação aos Código de Urbanismo, Código de Posturas e Código de Obras e Edificações.

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