O ex-governador e pré-candidato a deputado federal Ricardo Coutinho (PT) deu detalhes sobre os momentos vivenciados durante a inauguração de um comitê político na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, em João Pessoa. O ato terminou com a prisão de Romero Andrade, homem que fez ameaças de morte e portava uma faca e um simulacro de arma de fogo.
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Segundo Ricardo, as agressões verbais começaram enquanto ele discursava ao lado do vereador Marcos Henriques e de apoiadores.
“Na hora em que eu estava falando, essa pessoa começou a gravar e ao mesmo tempo a me caluniar, me difamar e me injuriar. Dizia que eu era ‘bandido’ e que iria me matar. Eu ouvia, mas não podia parar de falar porque estava na minha vez. Foi quando alguém alertou que ele estava armado”, relatou.
Ao ser alertada sobre a presença das armas, pessoas presentes no local imobilizaram o homem antes da chegada das forças de segurança. A Guarda Civil Municipal e a Polícia Militar foram acionadas para conduzir o suspeito à Cidade da Polícia Civil, no bairro do Geisel.
“Nós só vimos que a pistola era falsa quando chegamos à delegacia. Mas alguém que sai de casa com um punhal e um simulacro não sai para fazer coisa boa, sai para fazer coisa ruim”, afirmou Coutinho.
Após o ocorrido, o ex-governador verificou as redes sociais do acusado e apontou motivações ideológicas no ato.
“Ele é um eleitor fanático do bolsonarismo. […] O Instagram dele é uma demonstração clara do amor que tem pela violência. Eu nem conheço essa pessoa, mas vim prestar queixa porque alguém assim não pode estar participando da vida pública”, concluiu.
