{arquivo}As últimas análises produzidas pela Coluna, sobretudo no fim-de-semana, têm produzido muitas avaliações paralelas e reação de muitos atores envolvidos com a atual conjuntura da Prefeitura de João Pessoa, bem como da disputa interna do PT e, nas prospecções de futuro a possibilidade de candidatura de Lucélio Cartaxo para deputado federal.
Começando a análise pelo fim do lead / parágrafo anterior, registro algumas observações feitas por lideranças expressivas da realidade política, inclusive do PT, concordando com as observações feitas pela Coluna mas discordando de um aspecto especial no tocante ao projeto de Lucélio vir a ser candidato a Federal.
– Com todo respeito, Walter, se faz importante admitir que não existe na atualidade nenhum nome do PT, nem mesmo o presidente Rodrigo Soares, para ir à disputa com chances no partido diante do deputado federal Luiz Couto, que não seja Lucélio Cartaxo – declarou a Alta Fonte.
Lembrou ainda que o caso de Coriolano Coutinho, irmão do governador, não foi candidato porque era um personagem de imagem desagregadora e anti-politico porque não gostava de cumprimentar a ninguém.
“São duas situaçoes diferentes, mas a necessidade de se ter um nome viável como de Lucélio se impõe a cada dia, embora esteja no plano da construção”.
RODRIGO FREIRE FAZ ANÁLISE DO PT
“Prezado Walter:
a respeito da sua coluna, quando comenta a situação interna do PT da PB, escrevo este pequeno comentário.
Correta a sua avaliação de que o PT da Paraíba não pode mais cometer o equívoco de direcionar sua disputa no sentido do enfraquecimento de novas lideranças em plena emergência, em menção ao que se articula em oposição interna ao companheiro Rodrigo Soares. Esta prática, que já foi vista em outros momentos da história do partido no estado, é que eu costumo identificar como o exercício de uma “liderança negativa” que, ao invés de querer construir um cenário novo e positivo para o conjunto do partido, preocupa-se em projetar alguns interesses individuais a partir da desconstrução da posição ocupada por outras lideranças. Em alguns casos, chega-se ao extremo dos equívocos de querer projetar-se com críticas públicas e despropositadas ao governo da presidenta Dilma. Correto, em contrário, é propor táticas positivas, que apontem uma agenda de futuro para a nossa sociedade, e que projetem um bom espaço para o conjunto do PT nesta agenda.
Exemplar desta última situação foram as eleições de 2012 em João Pessoa, quando conseguimos construir uma sólida maioria partidária que apresentou uma nova proposta de desenvolvimento para João Pessoa e que conseguiu, assim, conquistar também a adesão da maioria da cidade. Mas quero resgatar o papel desempenhado pelo companheiro Rodrigo Soares neste processo, enquanto presidente do PT, atuando no sentido da construção das convergências internas ao PT e das alianças políticas com outras forças e partidos políticos que foram fundamentais para a eleição de Luciano Cartaxo. Como exemplo, está a construção de uma política de alianças comum para João Pessoa e Campina Grande, o que garantiu uma sólida base de apoio partidário ao companheiro Cartaxo, como também findou por se constituir como uma alternativa real para a disputa política estadual de 2014. O diálogo permanente com Luciano Agra e o convite insistente para que o prestigiado ex-prefeito se filie ao PT e seja nosso candidato a governador em 2014 é mais uma demonstração da preocupação do presidente estadual do PT de construir um cenário positivo para o PT no nosso estado.
É evidente entretanto, caro Walter, que nada disso é resultado ou consequência da atuação isolada do companheiro Rodrigo. Muito pelo contrário, é fruto de uma construção coletiva, de um conjunto de lideranças do PT que, até aqui, atou em conjunto pelo fortalecimento do PT. Mas também está claro que, nesse processo, a atuação do presidente estadual do PT tem sido no sentido da agregação de forças políticas internas e externas ao PT no sentido do fortalecimento do nosso partido e da apresentação de alternativas políticas ao atual quadro de poder no estado, com o PT assumindo uma posição de destaque.
E é justamente esta postura que credencia Rodrigo para disputar a reeleição em 2013 e a candidatura a deputado federal em 2014 – tendo meu apoio em ambas postulações.
A plataforma que apresentamos para estas duas candidaturas é muito objetiva: acreditamos que o fortalecimento do PT na Paraíba passa pela apresentação de uma candidatura própria ao governo do estado em 2014, pela articulação de um bloco de forças de oposição ao governo do estado – tendo por base as alianças políticas que construímos em 2012 em João Pessoa e Campina Grande – e pela apresentação de um programa democrático e progressista para o desenvolvimento sustentável da Paraíba. Esta foi a plataforma que nos orientou em 2012, caro Walter, e que acreditamos que tem tudo para unificar o partido em 2014. E é sob esta plataforma política que queremos discutir o PED de 2013, trocando o debate pessoalizado e “negativo” pelo debate propositivo da construção de um projeto que contribua com o fortalecimento do conjunto do PT em 2014, em oposição ao governo do estado, e apoiando a eleição de Dilma. Porque esta foi a marca da gestão de Rodrigo na presidência do PT: fazer do PT um ator político decisivo no estado.
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“Pavão misterioso/ tudo é mistério neste teu penar…”