São estarrecedores os números apontados nas estatísticas da onda de violência que se alastra no outrora tranquilo território paraibano. O noticiário nos assusta diáriamente com o registro de assassinatos e outros crimes de agressões aos valores, às leis e as normas vigentes na ordem social estabelecida. Multiplicam-se as zonas de vulnerabilidade. A sensação de medo toma conta da população.
A barbárie que antes só conhecíamos por ouvir dizer, ocorrida nas grandes metrópoles, também se instalou entre nós. O nosso cotidiano perdeu a tranquilidade. Vivemos agora em permanente estado de alerta.
Dirão alguns que a violência urbana é um problema nacional. É verdade. Mas cabe ao Estado adotar políticas públicas estruturadas e articuladas de combate à violência. Há a necessidade de uma ação de governo que permita ao cidadão se sentir seguro. Sem isso cada um de nós se sente desamparado, à mercê da própria sorte, sem saber o que fazer para garantir a segurança pessoal e da sua família.
Na ausência de uma posição mais forte do Estado nesse ítem que lhe cabe a responsabilidade de agir, surgem exercitos paralelos, seja na formação de seguranças privadas, seja no surgimento de grupos de mercenários que resolvem assumir o direito de fazerem justiça com as próprias mãos, sem regras e sem ética. O crime organizado então se fortalece e, por consequência, enfraquece a intervenção do Estado por que são pífios os investimentos no seu aparelho policial. Não há uma preocução de governo em qualificar os servidores do seu aparato de segurança pública. São mal remunerados, mal preparados e mal equipados. Não há estímulos para o exercício dessa tão arriscada missão profissional. Lamentavelmente vemos o Estado negligenciar numa de suas mais importantes atribuições, sem que se conheça qualquer plano estratégico de enfrentamento do problema.
Ficamos todos numa sensação de impotência diante de um quadro assutador, na esperança, portanto, de que a sociedade civil organizada se una ao Estado na busca urgente de uma reação a essa situação preocupante em que estamos envolvidos. Não basta criticar, é preciso que todas as forças se unam, antes que sejamos vencidos pela bandidagem e fiquemos deinfitivamente refens do crime organizado.

