{arquivo}São dois cenários distintos, mesmo com brigas internas, mas ao final deste domingo nervoso no mundo petista e socialista, eis que o deputado estadual Luciano Cartaxo foi consolidado como candidato oficial do PP às eleições de 2012 para a Prefeitura de João Pessoa, na mesma escala em que a jornalista Estelizabel Bezerra desbancou o prefeito Luciano Agra e está com nome assegurado na disputa.
Como disse, são conjunturas diferentes.
Vamos por partes e tomando por base o partido do governador Ricardo Coutinho, o PSB. A eleição pró Estelizabel mostra que RC de fato é quem lidera o partido, tem mais força, entretanto, se faz importante admitir que o placar de 395 a 142 aponta que 1/3 do partido na capital é pró-Luciano e, mais do que isso, o colégio eleitoral de 537 votos é muito pequeno para um partido de um governante.
Só para ter uma dimensão paralela, o PT na disputa interna colocou mais de 2.500 filiados – 4 vezes o tamanho da legenda que é comandada pelo governador.
Tem mais: o nível beligerante entre RC e Agra, que não se cumprimentaram – aliás, o governador agiu com má educação ao se ausentar com a candidata no momento em que o Prefeito – repito, Prefeito da Capital – estava discursando defendendo sua legitimidade.
Teve enfrentamento ainda entre as alas dos dois lideres, portanto, o tom usado por Ricardo desqualificando Agra pode ainda ter muito desdobramentos nestes próximos vinte dias decisivos.
Registre-se ainda que enquanto fazia a convenção, o PSB perdeu o apoio do PRB com direito a Jutahy Meneses a formalizar a adesão neste domingo.
Trocando em miúdos, Ricardo mostrou força ao consolidar Estelizabel, mas vai ter muito trabalho para juntar os cacos (que não juntará), além de correr riscos de perder muitos aliados importantes a partir do próprio Agra.
O SALDO DO PT É MELHOR
Luciano Cartaxo é o candidato oficial do PT nas eleições da Capital. Esta é a nova pedra no tabuleiro do xadrez político de João Pessoa atraindo de saída, em plena convenção, o anuncio de apoio do PRB. Somado ao PP significa dizer que os três partidos terão musculatura no dialogo com o eleitor, como nunca conseguira nas eleições passadas. Tem até a possibilidade de outros apoios.
A convenção petista constou ainda de contestação de setores minoritários do partido xingando pelo apoio do PP, que deveriam também adotar em relação à Dilma Rousseff, que vive de bem com o partido liderado na Paraiba pelo Ministro Aguinaldo Ribeiro.
Como essência, o fato mais expressivo foi sem duvida o apoio do PRB dando ao inicio de campanha um reforço expressivo, já que o partido dos evangélicos tem musculatura eleitoral.
Em síntese, na soma e subtração das duas convenções, o PT sai menos arranhado, ao contrário, com dose dupla diante da novidade partidária.
MARCOS COIMBRA: LEIAMOS O QUE ELE DIZ:
No Brasil, o dono da Vox Populis é personalidade muito importante para se ler ou ouvir. Vejamos seu relato e opinião sobre os fatores da sucessão municipal de 2012. Insiramos João Pessoa como referência:
Enquanto o meio político concentra sua atenção na CPI do Cachoeira e no julgamento do mensalão, as eleições municipais avançam. Em alguns lugares mais, outros menos, já estão em pleno andamento.
Tudo acontece, por enquanto, longe dos olhos da opinião pública. O momento é de estruturação das campanhas e de negociações entre os partidos.
Nas cidades médias e grandes, as pessoas demoram a se interessar pela eleição de prefeitos e vereadores. Ela motiva menos que a escolha de presidente e governador. Nas menores, o inverso tende a ser verdadeiro. Os eleitores se envolvem e participam, conhecem os candidatos e sabem de que lado estão, quem são suas famílias, o que fazem na vida. As campanhas são parte do cotidiano, começam cedo e são feitas olho no olho.
Nas capitais, o engajamento costuma ser pequeno e tardio, o que leva ao fato de que, até perto do dia da votação, a indecisão permaneça elevada. A informação a respeito dos candidatos só aumenta no final, depois que começa a propaganda eleitoral na televisão e no rádio.
Isso se reflete nas pesquisas. Como as que estão sendo feitas para as eleições deste ano. De norte a sul, quem lidera são, tipicamente, políticos conhecidos: ex-governadores, ex-prefeitos (e alguns dos atuais que buscam a reeleição), radialistas, comunicadores.
Desses, há os que são apenas “bons de largada” — candidatos que despontam nas primeiras pesquisas, mas que não conseguem se consolidar à medida que o processo eleitoral avança. Falta-lhes condição “de chegada”.
Estar na frente, agora, nem sempre significa favoritismo efetivo.
ÚLTIMA
“O Olho que existe é o que Vê…”

