O senador Flávio Bolsonaro deve participar da convenção nacional do PL, marcada para sábado (25), em São Paulo, sem anunciar o nome de seu candidato a vice-presidente. A definição da chapa foi adiada em meio às negociações para ampliar a aliança partidária e poderá ocorrer até o dia 5 de agosto, prazo final para a formalização das candidaturas.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho, afirmou nesta segunda-feira (20) que a convenção poderá homologar apenas a candidatura de Flávio Bolsonaro, deixando a vaga de vice em aberto.
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“A princípio, não será anunciada [a chapa completa na convenção]. Nós temos até o dia 5 de agosto”, declarou o senador.
Definição do vice depende das alianças
Rogério Marinho explicou que a escolha do vice está condicionada ao desfecho das conversas com outras legendas.
Segundo ele, somente após a definição da política de alianças será possível avaliar os nomes disponíveis entre os partidos que eventualmente integrem a coligação.
“Estamos conversando com outros partidos. Essa decisão só ocorrerá quando tivermos um quadro mais claro da nossa política de alianças”, afirmou.
PL busca ampliar apoio e reduzir resistência
A campanha enfrenta dificuldades para consolidar uma coligação com partidos do centro político. De acordo com a reportagem, o episódio conhecido como “Dark Horse” contribuiu para aumentar a resistência de legendas como União Brasil e Progressistas em aderir ao projeto presidencial.
Como estratégia para ampliar a base eleitoral, especialmente entre o eleitorado feminino, a equipe de Flávio Bolsonaro trabalha para indicar uma mulher como candidata a vice-presidente.
O nome considerado prioritário é o da economista Daniella Marques, atualmente filiada ao Republicanos.
Entretanto, a possibilidade depende de um acordo político entre os partidos. A direção nacional do Republicanos tem sinalizado preferência por manter neutralidade na disputa presidencial.
Negociações estaduais influenciam cenário nacional
As conversas entre PL e Republicanos também envolvem acordos eleitorais nos estados, que podem impactar a composição da chapa presidencial.
No Espírito Santo, o PL avalia apoiar um candidato do Republicanos ao governo estadual. Em Minas Gerais, a definição depende da decisão do senador Cleitinho Azevedo sobre disputar o governo.
No Acre, o partido ainda discute se apoiará a governadora Mailza Assis, do PP, ou o senador Alan Rick, do Republicanos.
Já em Mato Grosso, as duas legendas estarão em lados opostos. O PL lançou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo estadual, enquanto o Republicanos apoia o governador Otaviano Pivetta.
Republicanos consulta diretórios antes da decisão
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, tem consultado os diretórios estaduais antes de definir o posicionamento da legenda na eleição presidencial.
A expectativa é que a decisão seja tomada até 5 de agosto, data-limite para que os partidos registrem oficialmente suas chapas junto à Justiça Eleitoral.
