{arquivo}Embora seja plausível admitir os números das pesquisas como fatores de norteamento e monitoramento nas disputas políticas, como se dá neste momento, se faz necessário adicionar no contexto de projeção de futuro alguns valores que, como em outras eleições, se fazem presentes.
Antes de nos aprofundarmos nesta questão, lembremos que João Pessoa e Campina Grande são dois termômetros fundamentais na escala e direção de 2014.
Se é assim, tomando por base tantos exemplos passados, vamos admitir que a Oposição nos dois centros são fortes – especialmente na Capital, onde a soma de intenções dos pré-candidatos mencionados deixa a pré-candidata em estágio muito aquém.
Mesmo admitindo tal condicionante não nos esqueçamos que, geralmente, candidato de Governo tem no mínimo 20% das intenções, isto por conta da estrutura e do volume de pessoas que, ao se aliarem ao projeto de plantão fazem de tudo para se manterem nele. Só em caso de muita gravidade e ruindade do executivo isso não se efetiva.
Ora, se isto é verdadeiro – e se Luciano Agra e Veneziano Vital não são o Caos é óbvio admitir que ambos podem levar seus candidatos para o segundo turno porque também se faz presumível acatar a projeção das duas pré-candidatas passarem da casa dos 20%. Um pouco mais do que isso, dependendo do tamanho da Oposição – ou seja a quantidade, a admissibilidade de ir para o segundo estágio só não se efetivará se denuncias escabrosas convencerem no Guia Eleitoral.
Em João Pessoa, há vários casos polêmicos denunciados, como Cuiá, Vendas dos Livros, Contrato de Gari na Emlur, agora as Tendas, etc, portanto, dependendo desse contexto é que a projeção na Capital possa mudar, mesmo que a dados de hoje o tamanho do prejuízo não está na estratificação catastrófica.
Trocando em miúdos, não se pode negar que Governo consegue no mínimo 20% dos votos. É só um lembrete, apenas.
Ricardo: tudo em torno dele
A lógica predominante expressa nesta Coluna tem uma condicionante com efeito fundamental podendo afetar o conceito político acima porque, em 2012, quem comanda o processo não é o prefeito, que sequer pode ser candidato, mas o governador Ricardo Coutinho.
Sobre os ombros do líder maior do PSB está o tamanho e o rumo da sucessão, exatamente em face da postura de Ricardo, não só internamente com seus aliados, como na relação social construída depois que ascendeu acumulando muitos desgastes e inimizades em tão pouco tempo.
Só este fator pode levar à projeção de dois candidatos de Oposição no segundo turno na Capital. Só que, ninguém brinque com a astúcia do governador, exceto quando a onda sutil do inconsciente coletivo dita outra ordem, outro interesse, outro destino para a Capital.
Nonato: fora do baralho
Quem entende e convive com a intimidade total do governo Ricardo nos contou nesta segunda-feira durante o sepultamento do Padre José Trigueiro do Valle. “A relação do governador com Nonato Bandeira acabou, porque acabou a confiança”.
Foi mais adiante: “como pode se insurgir querendo criar um projeto paralelo instigando o líder maior de todo este projeto, que o governador?”.
Depois de comentar tantos fatos, ele sentenciou: “infelizmente ele nos deixou”.
Será?
Não há animosidade no futuro
O tempo, como Senhor da razão, haverá de provar mais na frente. O relacionamento da futura Presidenta do Tribunal de Justiça, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti Maranhão, não é de hostilidade como imaginam muitas mentes férteis deste Estado.
Não é só o resultado recente do TJ sobre a juíza Lúcia Ramalho que aponta nessa direção. Aliás, uma coisa não tem nada a ver com outra.
Mas, a dados de hoje não são poucos os “maranhistas” com relacionamento bem resolvido com o governador. E bote bem resolvido nisso.
Se é assim, quando Janeiro chegar não haverá o que daquele outro lado da praça se imagina.
Quem viver, verá.
Umas & Outras
… O convite para o advogado Marcelo Weick assumir a assessoria jurídica da pré-candidata Estelizabel Bezerra foi feito pessoalmente pelo governador. Fez o mesmo quando de sua segunda campanha em 2004 para prefeito da Capital. Á época a lua –de-mel expunha PSB e PMDB juntos.
…Detalhe: Weick não atuará em nenhum processo do qual participara anteriormente, a exemplo de Cuiá e companhia. Está fora. É o mínimo do que se adota enquanto postura ética.
… O novo advogado do ex-governador José Maranhão é Rogério Varela. Por coincidência ex-sócio de Banca Juridica de Weick.
…Há uma tempestade danada no ato de transferência do ex-senador Wilson Santiago para o gabinete do Governo em Brasília, mas não há nada de extraordinário nem mexe com o futuro partidário de nada. Santiago é defensor público e pode justificar seu tempo pelo menos indo aos tribunais. Tenho dito.
…Emerge na cena publicitária, musical e cinematográfica da Paraíba o multimídia Thiego Lopes. Anotem este nome.
…A reta final da campanha na UFPB vai esquentar pra valer a partir de hoje. Dizem os búzios e xangozeiros do bairro da Torre.
…No TJ da Paraíba também. Vixe Maria. É bom ir logo se benzendo.
…O clima entre o Ministério Público Estadual e do Trabalho é de vaca desconhecer bezerro.
ÚLTIMA
“Dinheiro na mão é vendaval/ é vendaval…”