Logo cedo da manhã, o celular toca e do outro lado da linha uma voz conhecida, a de Décio Alcântara, reproduz novos fatos acontecidos com ele expressando alta preocupação pela forma com que sua atuação vem sendo tratada pelo Governo do Estado, agora com incidência repetida de ser abordado pelo aparato policial à sua porta.
Um dia depois de ter ido à Policia Federal para se manifestar sobre casos passados da campanha eleitoral, ontem Décio disse que recebeu a “visita” da Policia Civil intimando-o para falar sobre causas e formas de estar gerando criticas continuadas ao Governo.
Este é o enredo de um caso que tratamos com preocupação porque se houver intimidação, como supõe o articulista – multimídia, haverá de existir alguma outra forma de sustação desse modo porque o Estado não pode estar a serviço desta condição.
Não acredito, sob hipótese nenhuma, de que a recomendação oficial seja esta, a da intimidação.
Aliás, a relação entre setores da Imprensa e Governo precisa ser melhor resolvida. É verdade que tem gente jogando duro demais na critica, como se dá com Décio Alcântara, mas mesmo assim isso faz parte do jogo democrático, por isso o Estado não pode se oferecer à intimidação de qualquer cidadão porque a instância de reparo de danos ou inverdades pode ser feita na Justiça, sempre de prontidão.
Está claro que Décio também extrapola o discurso próximo da Oposição radical – e por isso deve responder civilmente, o que lhe é de direito também, entretanto, volto a repetir, que é chegada a hora de um ajuste de procedimento para que a liberdade de opinião seja exercida e, quando necessário, possa se recorrer à justiça para reparar danos ou acusações inverídicas e não acionar o aparato policial.
Na democracia, felizmente, a melhor conduta passa por esses valores de respeito à ordem vigente.
ÚLTIMA
“Afasta de mim esse cálice/ de vinho tinto de sangue…”